Layout do blog

SSPM: O que é gerenciamento de postura de segurança SaaS?

Bruna Gomes
10 de janeiro de 2023

Com a computação em nuvem, se popularizaram também os aplicativos de software como serviço (SaaS). As empresas passaram a contar com essa tecnologia para tornar mais eficientes e produtivos os seus processos, dados e cargas de trabalho. Isso porque aplicativos SaaS possuem escalabilidade e recursos de integração. E além de possuírem um fácil uso, também possuem custos mais baixos. A desvantagem é que os aplicativos SaaS são suscetíveis a ataques cibernéticos e exigem a adoção de uma solução de gerenciamento de postura de segurança SaaS, o SSPM.

 

Essa postura de segurança irá fornecer visibilidade em relação aos ativos de segurança. Também pode avaliar a preparação da equipe para identificar e se defender das ameaças. Para isso, a postura de segurança SaaS conta com uma série de ferramentas que permitem o rastreamento e proteção dos ativos digitais da organização. No artigo de hoje, iremos explicar tudo sobre o gerenciamento de postura de segurança SaaS. Continue a leitura!

O que é SSPM?

Já falamos aqui no blog sobre a importância de uma organização ter uma estratégia de segurança. Isso nada mais é do que contar com uma série de ferramentas que buscam garantir a segurança cibernética da organização. E também inclui ter uma avaliação da capacidade da empresa de detectar e responder ameaças. O objetivo é minimizar o risco e estar preparado contra os possíveis ataques criminosos. Nesse contexto, o SPPM é indispensável, pois é um tipo de ferramenta de segurança automatizada que monitora riscos de segurança em aplicativos de software como serviço. (SaaS).

 

O Gerenciamento da Postura de Segurança SaaS (SSPM) fornece um monitoramento contínuo e automatizado de aplicações SaaS. Ele identifica configurações incorretas, contas de usuário desnecessárias, risco de conformidade, permissões excessivas e diversos outros problemas de segurança na nuvem .

 

Diversos ativos de negócios estão sendo migrados para a nuvem em busca de facilitar os procedimentos e aumentar a eficiência da organização. Mas junto com o crescimento do uso do SaaS, cresce também os riscos de ataques e vazamentos. Por isso, contar com o SSPM é essencial para minimizar as configurações de riscos e ajudar a sua equipe de TI a garantir a conformidade. Além disso, a solução fortalece a estratégia de segurança da empresa, pois oferece maior visibilidade sobre os aplicativos SaaS, enviando alertar para as equipes de segurança.

Como funciona?

Para garantir a proteção dos aplicativos SaaS, o SSPM analisa-os regularmente em áreas específicas: configurações, configurações de permissão do usuário e conformidade.

 

Dessa forma, a solução procura erros na configuração de segurança que podem deixar os dados expostos na internet. Também analisa as permissões que os usuários possuem, identificando o que eles podem fazer nos aplicativos SaaS. E por fim, identifica riscos de segurança que podem colocar a empresa fora da conformidade com os regulamentos de privacidade de dados, como a LGPD.


Com isso, o SSPM consegue detectar contas de usuário inativas, permitindo que a equipe de segurança as exclua e reduza o número de vetores de ataques. A solução também envia alertas automatizados para a equipe quando descobre riscos nessas áreas específicas, podendo até mitigar automaticamente muitos desses riscos.

Porque sua empresa deve contar com essa solução?

Como vimos, as empresas utilizam as aplicações SaaS para lidar com alguns processos operacionais e facilitar o dia a dia da organização. Como por exemplo, utilizar um CRM, um aplicativo de comunicação interna e o Microsoft 365. Com isso, o SaaS é integrado a todas as operações de negócio, então a organização fica mais vulnerável a ameaças cibernéticas.

 

E a solução de Gerenciamento de Postura de Segurança SaaS permite monitorar e impedir que essas ameaças prejudiquem os negócios. Com a analisa regular das áreas que citamos, o SSPM oferece diversos benefícios para a estratégia de segurança da sua organização, como:

 

  • Controla a postura de segurança;
  • Simplifica o gerenciamento de conformidade;
  • Impede configurações incorretas;

Qual é a diferença entre CSPM e SSPM?

Gerenciamento de Postura da Segurança em Nuvem (CSPM) também avalia a estratégia de segurança da organização. Mas, em vez de avaliar as aplicações SaaS, como o SSPM faz, a solução monitora ambientes de Infraestrutura como Serviço (IaaS) do provedor da nuvem, como o Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure, Google Cloud e outros. Ou seja, enquanto o SSPM se concentra em aplicativos SaaS, o CSPM analisa implementações na nuvem em vários níveis.

 

As duas soluções acabam sendo confundidas, pois ambas gerenciam e fortalecem a postura de segurança de uma organização. Na verdade, elas podem até se complementar como componentes de uma estratégia de segurança. Tanto o CSPM, quanto o SSPM são capazes de monitorar a entrada e saída de seus respectivos domínios e, dessa forma, garantir que todos os vazamento ou violações sejam detectados.

Qual a relação entre SSPM e CASB?

Uma outra solução semelhante ao SSPM é o Cloud Access Security Broker (CASB). O CASB é um software de segurança colocado entre os serviços de nuvem e os usuários para aplicar políticas de segurança. Dessa forma, solução é capaz de monitorar a infraestrutura de ambos os lados e garantir que o tráfego e o uso de serviço estejam em conformidade com as políticas de segurança estabelecidas. Ou seja, o CASB faz cumprir as leis estabelecidas pelos administradores da nuvem.


Com isso, entendemos que o SSPM complementa os recursos de aplicação do CASB, pois avalia a configuração das aplicações SaaS. Assim, é possível garantir uma adesão contínua das aplicações às políticas de segurança. Isso ocorre porque, ao monitorar regularmente as aplicações SaaS, as soluções SSPM podem evitar desvios na configuração e reduzir o tempo para se preparar uma auditoria.

 

O CASB é especializado em identificar e proteger informações confidenciais da organização. Mas, apesar de atender algumas necessidades de segurança da empresa, ele sozinho apenas identifica violações de segurança depois que elas já penetraram o sistema. A integração das duas soluções permite que o SSPM preencha as lacunas que o CASB deixou em aberto, reduzindo ainda mais os riscos e vulnerabilidades.

Onde o SSPM se encaixa na arquitetura SASE?

A arquitetura SASE (Secure Access Service Edge) busca proteger dados, sistemas e aplicações na nuvem. Esse modelo surgiu para suprir as necessidades que as empresas encontraram com o avanço da transformação digital e dissolução do perímetro de segurança. Então, por meio de uma única arquitetura centralizada na nuvem, o SASE permite a conexão remota e segura aos usuários, dispositivos, aplicativos, sistemas IoT e outros.


Sendo assim, de acordo com a Netskope, o SSPM se encaixa na arquitetura SASE pois: “Uma vez que o SSPM esteja fortemente associado ao CASB, ele é um componente inestimável no futuro da arquitetura SASE.” Além disso, “A lista de aplicações SaaS comumente usadas está aumentando mais rapidamente do que a maioria dos profissionais de segurança são capazes de manter e proteger. O SSPM em uma arquitetura SASE oferece a eles uma ajuda para avaliar continuamente a estratégia de segurança da sua organização, fazer alterações nas políticas sob demanda e aplicar conformidade sem problemas.”


Então, em um cenário no qual as empresas utilizam diversas aplicações SaaS, é importante contar com uma solução que gerencie a postura de segurança SaaS. Pois, como vimos, apesar das facilidades que os aplicativos SaaS oferecem, eles também deixam a organização mais suscetível a ataques cibernéticos. O SSPM irá fortalecer a estratégia de segurança da sua empresa e garantir o uso seguro das aplicações SaaS. E você pode contar com o time da Contacta para elaborar uma estratégia de segurança personalizada para a sua empresa. Fale com um de nossos especialistas.


Por Helena Motta 28 de janeiro de 2026
A nuvem se consolidou como base da infraestrutura digital moderna. Aplicações críticas, dados sensíveis e processos centrais de negócio estão cada vez mais distribuídos entre provedores de cloud, ambientes SaaS e data centers locais. Esse modelo trouxe escalabilidade, velocidade e redução de custos, mas também expandiu de forma significativa a superfície de ataque. Com o crescimento de ambientes híbridos e multicloud, a complexidade operacional aumentou. Empresas passaram a lidar simultaneamente com diferentes arquiteturas, modelos de segurança, políticas de acesso e mecanismos de monitoramento. Nesse contexto, surge uma percepção equivocada: a de que “a nuvem é segura por padrão”. Embora provedores ofereçam infraestrutura robusta, a responsabilidade pela proteção de dados, acessos, configurações e aplicações continua sendo da organização. O resultado é um aumento dos riscos operacionais e de segurança. Atacantes exploram lacunas entre ambientes, erros de configuração e identidades mal gerenciadas. A nuvem, longe de ser apenas um recurso tecnológico, torna-se um novo campo estratégico de defesa cibernética.
Os novos padrões de MFA em 2026: o que realmente funciona contra ataques avançados
Por Helena Motta 13 de janeiro de 2026
D urante anos, a autenticação multifator (MFA) foi tratada como o “antídoto definitivo” contra ataques baseados em credenciais. Implementar um segundo fator parecia suficiente para reduzir drasticamente o risco de invasões. Em 2026, essa lógica já não se sustenta sozinha. O avanço dos ataques baseados em identidade mostrou que nem todo MFA oferece o mesmo nível de proteção e, em alguns casos, pode até criar uma falsa sensação de segurança. Hoje, a pergunta central não é mais “sua empresa usa MFA?”, mas sim: que tipo de MFA está sendo utilizado e se ele é capaz de resistir a ataques avançados, automatizados e orientados por engenharia social. O mercado caminha para padrões mais inteligentes, adaptativos e resistentes a phishing, alinhados a estratégias de Zero Trust e proteção contínua de identidade.
Tendências de cibersegurança para 2026: o que muda na prática para as organizações
Por Helena Motta 19 de dezembro de 2025
A cibersegurança entrou em um novo momento. Se nos últimos anos o foco esteve em acompanhar a digitalização acelerada e o crescimento da nuvem, o cenário que se desenha para 2026 é mais estrutural: tecnologias avançando em ritmo exponencial, ataques cada vez mais automatizados e uma pressão crescente por maturidade, resiliência e governança. De acordo com análises recentes publicadas por veículos especializados e relatórios globais de segurança, o desafio deixa de ser apenas “proteger sistemas” e passa a envolver a capacidade das organizações de integrar segurança à estratégia do negócio, com visão de longo prazo. No artigo de hoje, reunimos as principais tendências que devem definir a cibersegurança em 2026, com base em relatórios de mercado, fabricantes e especialistas do setor.
IA como usuário: o futuro da identidade digital e o desafio da autenticação autônoma
Por Helena Motta 3 de dezembro de 2025
A A presença de agentes inteligentes em sistemas corporativos já saiu do campo da experimentação e entrou na rotina operacional. Bots que reservam salas, agentes que sincronizam dados entre serviços, e assistentes que executam ações em nome de equipes são exemplos de um fenômeno que exige repensar o que entendemos por identidade digital. Quando uma inteligência artificial age como um usuário, quais são as garantias mínimas de quem ela é, do que pode fazer e de como suas ações serão rastreadas? Este artigo explora esse novo cenário, os limites dos modelos atuais de autenticação e caminhos práticos para a transição a um modelo de identidade que suporte agentes autônomos de forma segura e auditável.
Infraestrutura de pagamentos: o que não pode falhar na Black Friday
Por Bruna Gomes 19 de novembro de 2025
A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes para o varejo digital, impulsionando picos de acesso e volumes de transações muito acima da média ao longo de poucas horas. Para as empresas, esse é um momento decisivo: além da oportunidade comercial, há também um aumento significativo da pressão sobre toda a estrutura tecnológica que sustenta a jornada de compra. Entre todos os componentes da operação, a infraestrutura de pagamentos é uma das partes mais sensíveis e a que mais impacta diretamente o faturamento. Diante desse cenário, preparar a infraestrutura de pagamentos é essencial para manter a operação estável, garantir altas taxas de aprovação e proteger a continuidade do negócio.  Neste artigo, exploramos os principais riscos, os gargalos mais comuns e as práticas fundamentais para enfrentar a Black Friday com segurança e eficiência. Continue a leitura!
Entenda o impacto do uso de IA generativa em ataques cibernéticos
Por Helena Motta 4 de novembro de 2025
Neste artigo explicaremos como a IA generativa está sendo usada em ataques cibernéticos, quais são os impactos para as organizações e quais medidas práticas podem ser adotadas para mitigar esses riscos.
Usuário não-humano: o desafio da identidade digital para sistemas
Por Bruna Gomes 22 de outubro de 2025
Neste artigo, vamos entender o que são usuários não humanos, por que eles representam um desafio para a segurança digital e o que sua empresa pode (e deve) fazer para gerenciar essas identidades com mais controle, visibilidade e proteção.
O que a nova estratégia nacional de cibersegurança significa para empresas brasileiras
Por Helena Motta 7 de outubro de 2025
Nesse artigo vamos compreender como as principais decisões estabelecidas na Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) impactam as empresas brasileiras.
Por que cibersegurança também deve estar na pauta do RH e do Marketing?
Por Bruna Gomes 24 de setembro de 2025
Quando pensamos em cibersegurança, é comum imaginar que a responsabilidade está apenas nas mãos da equipe de TI. Mas, na prática, as ameaças digitais estão cada vez mais ligadas ao comportamento das pessoas e ao uso estratégico da informação. E isso envolve diretamente outras áreas da empresa, como RH e Marketing. Esses dois setores lidam com dados sensíveis, canais de comunicação e relacionamentos essenciais para a reputação da marca. Por isso, também estão entre os alvos preferenciais de cibercriminosos. Neste artigo, vamos mostrar por que a segurança digital precisa ser compartilhada com todas as áreas do negócio, quais são os riscos que atingem diretamente o RH e o Marketing, e como essas equipes podem contribuir ativamente para proteger a empresa. Continue a leitura!
Ransomware as a Service: como o crime cibernético virou modelo de negócios
Por Helena Motta 10 de setembro de 2025
O Ransomware é uma ameaça cibernética amplamente difundida e conhecida, mas nos últimos anos ele passou por uma espécie de industrialização com objetivo de potencializar os ganhos financeiros tanto de quem os cria quanto dos que o aplicam. Esse movimento causou um crescimento espantoso dessa ameaça, chegando ao ponto de ser declarada como uma ameaça à segurança nacional nos Estados Unidos. A escalada dos ataques tem afetado setores inteiros, com potencial de interromper serviços essenciais como hospitais, supermercados, sistemas de transporte e até fornecimento de energia. O impacto vai além do ambiente digital, podendo comprometer a operação e a reputação de uma organização por completo. Neste artigo, vamos mergulhar nesse assunto para compreender como o Ransonware as a Service (RaaS) funciona, assim como formas de evitar e minimizar sua ameaça.
Share by: