Layout do blog

Maturidade em cibersegurança: o que é e como aumentá-la

Bruna Gomes
15 de outubro de 2024

No mundo conectado de hoje, no qual o patrimônio digital das organizações está constantemente sob ameaça, desenvolver uma estratégia eficaz de cibersegurança é mais do que uma necessidade, é uma obrigação. Diante do aumento exponencial de ciberataques e das técnicas cada vez mais sofisticadas dos cibercriminosos, o conceito de maturidade em cibersegurança é um componente essencial para qualquer estratégia de defesa eficaz. 


Mas, o que realmente significa ter "maturidade em cibersegurança"? E como uma organização pode avançar nesse caminho para garantir não apenas a proteção contra ameaças imediatas, mas também a resiliência a longo prazo? 


No artigo de hoje, exploraremos essas questões, explicando esse conceito e sua importância. Além disso, você irá conferir estratégias para fortalecer a postura de segurança da sua empresa. Continue a leitura! 

O que é a maturidade em cibersegurança? 

Maturidade em cibersegurança é a capacidade de uma organização de proteger seus ativos digitais contra uma variedade de ameaças cibernéticas de forma eficaz. Este conceito envolve a implementação de ferramentas de segurança, ele envolve a avaliação contínua, melhorias no controle de segurança, treinamento de equipe, e uma adaptação proativa às mudanças no ambiente de ameaças. 


A necessidade de alcançar a maturidade em cibersegurança surge em um cenário onde as ameaças digitais estão se tornando cada vez mais sofisticadas e frequentes. Com a evolução contínua das tecnologias e a crescente dependência das operações digitais, as organizações enfrentam riscos significativos que podem impactar desde a perda financeira até danos irreparáveis à reputação. Portanto, a maturidade em cibersegurança não é apenas sobre defender-se contra ataques cibernéticos, é sobre desenvolver uma estratégia integrada que sustente a segurança a longo prazo e promova a resiliência organizacional


Neste contexto, alcançar um alto nível de maturidade significa que a organização não apenas implementa boas defesas, mas também engaja em uma prática contínua de avaliação de riscos e resposta a incidentes, garantindo que todas as camadas da infraestrutura de TI estejam protegidas e atualizadas com as melhores práticas do mercado. 

A importância dessa maturidade para as organizações 

No cenário atual, a maturidade em cibersegurança é imprescindível para qualquer organização que opera no ambiente digital. Alcançar um nível elevado de maturidade em cibersegurança não só reforça a infraestrutura de TI contra ataques, mas também traz benefícios estratégicos para todo o negócio. 


Uma estratégia madura de cibersegurança pode prevenir perdas financeiras significativas, que vão desde custos imediatos de interrupções operacionais até multas por não conformidade com regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, a capacidade de proteger eficazmente os dados do cliente melhora a imagem pública da empresa, fortalecendo a confiança e a fidelidade do consumidor. 


Organizações com alta maturidade em cibersegurança estão mais bem equipadas para lidar com o crescente número de ameaças. Por exemplo, empresas que lidam com muitos informações e dados de consumidores (como o setor financeiro, varejista e hospitalar) priorizam soluções eficientes de cibersegurança para proteger esses dados, utilizando sistemas de prevenção de intrusões e monitoramento contínuo para identificar e responder a atividades suspeitas rapidamente. 


Em resumo, a maturidade em cibersegurança é uma medida que reflete a eficácia com que uma organização pode proteger seu patrimônio digital e físico. Uma abordagem madura e bem planejada não apenas protege a organização contra ameaças iminentes, mas também constrói uma base sólida para a segurança a longo prazo, garantindo sustentabilidade e crescimento continuados no mercado competitivo atual. 

Estratégias para aumentar a maturidade em cibersegurança 

Aumentar a maturidade em cibersegurança não só é possível, mas essencial para as organizações que desejam proteger seus ativos digitais de forma. O processo para melhorar a maturidade em cibersegurança envolve várias estratégias e soluções, e muitas vezes a colaboração com parceiros especializados em cibersegurança para alcançar os melhores resultados. Confira as principais estratégias: 


Avaliação contínua e planejamento estratégico: O primeiro passo para aumentar a maturidade em cibersegurança é realizar uma avaliação abrangente das capacidades atuais de segurança da organização. Isso inclui identificar todas as vulnerabilidades, avaliar as políticas e procedimentos existentes e medir a eficácia das defesas atuais. Com base nesta avaliação, as organizações devem desenvolver um plano estratégico de cibersegurança que alinhe as necessidades de segurança com os objetivos de negócios e com as melhores práticas do setor. 


Treinamento e conscientização de funcionários: Uma das estratégias mais eficazes para melhorar a maturidade em cibersegurança é investir no treinamento e na conscientização dos funcionários. Os colaboradores precisam entender os riscos de segurança e como suas ações podem impactar a segurança geral da organização. Programas de treinamento regulares podem preparar os funcionários para reconhecer e responder adequadamente a tentativas de ataques. 


Tecnologia avançada e soluções de segurança: Implementar soluções tecnológicas avançadas, como sistemas de detecção e resposta a incidentes (EDR), gestão de identidade e acesso (IAM) e segurança na nuvem, é crucial. Essas tecnologias podem ajudar a detectar ameaças em tempo real, prevenir acessos não autorizados e responder rapidamente a incidentes de segurança. 


Parceria com especialistas em cibersegurança: Para muitas organizações, contar com a experiência de um parceiro de cibersegurança pode ser uma maneira eficiente de acessar conhecimento especializado e tecnologias avançadas. Esses parceiros podem oferecer suporte contínuo, monitoramento de segurança e serviços especializados que complementam as capacidades internas. 


Aumentar a maturidade em cibersegurança é um processo contínuo que exige compromisso constante e adaptação às novas ameaças e tecnologias. Com estratégias bem planejadas e a colaboração adequada, as organizações podem fortalecer significativamente suas defesas e garantir uma postura de segurança eficaz e resiliente. 

Conclusão 

O caminho para aumentar a maturidade em cibersegurança é essencial para qualquer organização que valoriza a proteção de seu patrimônio digital. Como vimos, aprimorar essa maturidade vai além da simples implementação de ferramentas, envolve uma abordagem estratégica que integra diversas ações. 



E se você está procurando um parceiro confiável para guiar e apoiar sua jornada de maturidade em cibersegurança, a Contacta é a escolha ideal. Com experiência comprovada e uma abordagem personalizada, a Contacta pode ajudar sua organização a alcançar e manter um alto nível de maturidade em cibersegurança, garantindo proteção e tranquilidade em um mundo digital cada vez mais complexo. 



Por Helena Motta 28 de janeiro de 2026
A nuvem se consolidou como base da infraestrutura digital moderna. Aplicações críticas, dados sensíveis e processos centrais de negócio estão cada vez mais distribuídos entre provedores de cloud, ambientes SaaS e data centers locais. Esse modelo trouxe escalabilidade, velocidade e redução de custos, mas também expandiu de forma significativa a superfície de ataque. Com o crescimento de ambientes híbridos e multicloud, a complexidade operacional aumentou. Empresas passaram a lidar simultaneamente com diferentes arquiteturas, modelos de segurança, políticas de acesso e mecanismos de monitoramento. Nesse contexto, surge uma percepção equivocada: a de que “a nuvem é segura por padrão”. Embora provedores ofereçam infraestrutura robusta, a responsabilidade pela proteção de dados, acessos, configurações e aplicações continua sendo da organização. O resultado é um aumento dos riscos operacionais e de segurança. Atacantes exploram lacunas entre ambientes, erros de configuração e identidades mal gerenciadas. A nuvem, longe de ser apenas um recurso tecnológico, torna-se um novo campo estratégico de defesa cibernética.
Os novos padrões de MFA em 2026: o que realmente funciona contra ataques avançados
Por Helena Motta 13 de janeiro de 2026
D urante anos, a autenticação multifator (MFA) foi tratada como o “antídoto definitivo” contra ataques baseados em credenciais. Implementar um segundo fator parecia suficiente para reduzir drasticamente o risco de invasões. Em 2026, essa lógica já não se sustenta sozinha. O avanço dos ataques baseados em identidade mostrou que nem todo MFA oferece o mesmo nível de proteção e, em alguns casos, pode até criar uma falsa sensação de segurança. Hoje, a pergunta central não é mais “sua empresa usa MFA?”, mas sim: que tipo de MFA está sendo utilizado e se ele é capaz de resistir a ataques avançados, automatizados e orientados por engenharia social. O mercado caminha para padrões mais inteligentes, adaptativos e resistentes a phishing, alinhados a estratégias de Zero Trust e proteção contínua de identidade.
Tendências de cibersegurança para 2026: o que muda na prática para as organizações
Por Helena Motta 19 de dezembro de 2025
A cibersegurança entrou em um novo momento. Se nos últimos anos o foco esteve em acompanhar a digitalização acelerada e o crescimento da nuvem, o cenário que se desenha para 2026 é mais estrutural: tecnologias avançando em ritmo exponencial, ataques cada vez mais automatizados e uma pressão crescente por maturidade, resiliência e governança. De acordo com análises recentes publicadas por veículos especializados e relatórios globais de segurança, o desafio deixa de ser apenas “proteger sistemas” e passa a envolver a capacidade das organizações de integrar segurança à estratégia do negócio, com visão de longo prazo. No artigo de hoje, reunimos as principais tendências que devem definir a cibersegurança em 2026, com base em relatórios de mercado, fabricantes e especialistas do setor.
IA como usuário: o futuro da identidade digital e o desafio da autenticação autônoma
Por Helena Motta 3 de dezembro de 2025
A A presença de agentes inteligentes em sistemas corporativos já saiu do campo da experimentação e entrou na rotina operacional. Bots que reservam salas, agentes que sincronizam dados entre serviços, e assistentes que executam ações em nome de equipes são exemplos de um fenômeno que exige repensar o que entendemos por identidade digital. Quando uma inteligência artificial age como um usuário, quais são as garantias mínimas de quem ela é, do que pode fazer e de como suas ações serão rastreadas? Este artigo explora esse novo cenário, os limites dos modelos atuais de autenticação e caminhos práticos para a transição a um modelo de identidade que suporte agentes autônomos de forma segura e auditável.
Infraestrutura de pagamentos: o que não pode falhar na Black Friday
Por Bruna Gomes 19 de novembro de 2025
A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes para o varejo digital, impulsionando picos de acesso e volumes de transações muito acima da média ao longo de poucas horas. Para as empresas, esse é um momento decisivo: além da oportunidade comercial, há também um aumento significativo da pressão sobre toda a estrutura tecnológica que sustenta a jornada de compra. Entre todos os componentes da operação, a infraestrutura de pagamentos é uma das partes mais sensíveis e a que mais impacta diretamente o faturamento. Diante desse cenário, preparar a infraestrutura de pagamentos é essencial para manter a operação estável, garantir altas taxas de aprovação e proteger a continuidade do negócio.  Neste artigo, exploramos os principais riscos, os gargalos mais comuns e as práticas fundamentais para enfrentar a Black Friday com segurança e eficiência. Continue a leitura!
Entenda o impacto do uso de IA generativa em ataques cibernéticos
Por Helena Motta 4 de novembro de 2025
Neste artigo explicaremos como a IA generativa está sendo usada em ataques cibernéticos, quais são os impactos para as organizações e quais medidas práticas podem ser adotadas para mitigar esses riscos.
Usuário não-humano: o desafio da identidade digital para sistemas
Por Bruna Gomes 22 de outubro de 2025
Neste artigo, vamos entender o que são usuários não humanos, por que eles representam um desafio para a segurança digital e o que sua empresa pode (e deve) fazer para gerenciar essas identidades com mais controle, visibilidade e proteção.
O que a nova estratégia nacional de cibersegurança significa para empresas brasileiras
Por Helena Motta 7 de outubro de 2025
Nesse artigo vamos compreender como as principais decisões estabelecidas na Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) impactam as empresas brasileiras.
Por que cibersegurança também deve estar na pauta do RH e do Marketing?
Por Bruna Gomes 24 de setembro de 2025
Quando pensamos em cibersegurança, é comum imaginar que a responsabilidade está apenas nas mãos da equipe de TI. Mas, na prática, as ameaças digitais estão cada vez mais ligadas ao comportamento das pessoas e ao uso estratégico da informação. E isso envolve diretamente outras áreas da empresa, como RH e Marketing. Esses dois setores lidam com dados sensíveis, canais de comunicação e relacionamentos essenciais para a reputação da marca. Por isso, também estão entre os alvos preferenciais de cibercriminosos. Neste artigo, vamos mostrar por que a segurança digital precisa ser compartilhada com todas as áreas do negócio, quais são os riscos que atingem diretamente o RH e o Marketing, e como essas equipes podem contribuir ativamente para proteger a empresa. Continue a leitura!
Ransomware as a Service: como o crime cibernético virou modelo de negócios
Por Helena Motta 10 de setembro de 2025
O Ransomware é uma ameaça cibernética amplamente difundida e conhecida, mas nos últimos anos ele passou por uma espécie de industrialização com objetivo de potencializar os ganhos financeiros tanto de quem os cria quanto dos que o aplicam. Esse movimento causou um crescimento espantoso dessa ameaça, chegando ao ponto de ser declarada como uma ameaça à segurança nacional nos Estados Unidos. A escalada dos ataques tem afetado setores inteiros, com potencial de interromper serviços essenciais como hospitais, supermercados, sistemas de transporte e até fornecimento de energia. O impacto vai além do ambiente digital, podendo comprometer a operação e a reputação de uma organização por completo. Neste artigo, vamos mergulhar nesse assunto para compreender como o Ransonware as a Service (RaaS) funciona, assim como formas de evitar e minimizar sua ameaça.
Share by: