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Soluções de cibersegurança que você deve considerar para 2023

Bruna Gomes
28 de março de 2023

O número crescente de ataques cibernéticos é uma preocupação constante para as organizações atualmente. As ameaças à segurança da informação estão cada vez maiores e mais eficientes devido à transformação digital. Os hackers agora possuem mais maneiras de penetrar o ambiente de uma organização em razão da adoção extensiva ao home office e do aprendizado à distância. Por isso, é importante contar com soluções de cibersegurança para proteger a sua organização.


Durante a pandemia, as empresas precisaram transformar rapidamente sua organização para garantir a continuidade de seus negócios. Nesse cenário, muitas delas ainda estão assimilando os desafios de segurança que essa mudança proporciona. E o investimento em soluções que garantam a segurança dos dados e informações da empresa é essencial.

 

Como dizem, o ano só começa depois do carnaval e no artigo de hoje vamos listar algumas soluções de cibersegurança que sua empresa precisa considerar para este ano!

Soluções de cibersegurança para 2023

Antes de listar as principais soluções para garantir a segurança da sua organização neste ano, vale ressaltar que a falta de treinamento e conscientização dos colaboradores sobre segurança da informação é um dos fatores que mais fazem os números de ataques crescerem. Por isso, as organizações devem considerar investir em treinamentos e programas de conscientização para os seus funcionários. Isso ajudará não só a evitar ataques de engenharia social, como também reduzirá o risco de vazamento de dados por erro interno.

 

E como já vimos aqui no blog, a segurança cibernética é um ponto essencial para a proteção do patrimônio da empresa. Ou seja, é importante possuir uma estratégia de segurança adequada para a sua organização e seus objetivos de negócio.

 

O Cyber Security Report 2023 da Check Point e o relatório de tendências de cibersegurança do Gartner mostram o que podemos esperar para a área de segurança digital nos próximos anos. Com base nisso, a Contacta separou as principais soluções que podem te ajudar nesses desafios. Confira:

SASE (Security Service Edge):

 

Com a popularização do home office, o uso de aplicativos e serviços na nuvem cresceu rapidamente, mas as soluções de segurança tradicionais não conseguem garantir a proteção de dados nesse ambiente, o que o deixa mais vulnerável a ataques criminosos. E de acordo com a Check Point, teve um aumento significativo no número de ataques a redes baseadas em nuvem, que disparou 48% em 2022 em comparação com 2021.

 

Além disso, o uso de soluções pontuais para a proteção da nuvem cria complexidade de gerenciamento e é inadequado para repostas e correções rápidas ao ataque. Segundo o Gartner, as empresas pretendem otimizar e consolidar as soluções de segurança. Então, ao invés dos profissionais gerenciarem dezenas de ferramentas, o planejamento é que esse número reduza para menos de dez ferramentas.

 

O relatório do Gartner também ressalta que em 2024, as organizações que adotarem uma arquitetura de segurança cibernética reduzirão o impacto financeiro dos incidentes de segurança em uma média de 90%. E a tendência é que as organizações busquem por uma solução de segurança flexível, que ajude a melhorar a segurança do trabalho remoto.

 

Nesse sentido, contar com uma abordagem como o SASE, que garante a segurança e o desempenho do acesso à rede através de uma única arquitetura centrada na nuvem, é primordial.

 

O SASE pode ser alcançado por arquitetura de segurança mais eficiente, que fornece o Security Service Edge (SSE), o Zero Trust Network Access (ZTNA) e o Cloud Access Security Broker (CASB). Dessa forma, sua organização terá visibilidade dos aplicativos e serviços que estão na nuvem e poderá garantir a segurança dessas informações. Isso permite respostas mais rápidas em caso de incidentes e otimiza a rotina das equipes de TI.

Data Loss Prevention (DLP):

 

De acordo com o Gartner, até o final de 2023, as leis de privacidade modernas cobrirão as informações pessoais de 75% da população mundial. Isso significa que as organizações precisarão gerenciar várias legislações de proteção de dados em várias jurisdições.


Além disso, a pesquisa também afirma que os clientes irão querer saber que tipo de dados sua empresa coleta e como eles são usados. Inclusive, essa é uma das regulamentações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Então, a sua organização precisará concentrar seus esforços em automatizar o seu sistema de gerenciamento de privacidade. E a solução de DLP é ideal para isso.  Isso porque, os recursos que DLP oferece classificam as informações que são confidenciais e as protegem de maneira rigorosa.

 

Sendo assim, a solução DLP contribui para que as empresas lidem, de forma correta, com os dados que mantêm armazenados, evitando que eles sejam violados. Ela funciona fazendo a descoberta de dados em repouso, o monitoramento dos dados em trânsito e o bloqueio desses dados para mitigar movimentações indevidas.

Endpoint Security:

 

De acordo com o relatório da Check Point, em 2023 os hackers irão apostar no uso de ferramentas legítimas. Ou seja, para combater soluções sofisticadas de segurança cibernética, os hackers utilizarão recursos e ferramentas que já estão instalados nos sistemas de destino. Isso mostra a importância de proteger os dispositivos finais (endpoints).


Então, os hackers exploram ferramentas populares de gerenciamento de TI que têm menos probabilidade de levantar suspeitas quando detectadas. E o Endpoint Security é uma solução que atua exatamente na proteção dos endpoints ou pontos de entrada de uma rede empresarial quando acessada por dispositivos internos ou remotos.

 

Ele opera interrompendo ameaças, monitorando a integridade geral do sistema e gerando relatórios com informações sobre detecção e status. O software é instalado em cada sistema, porém possui um gerenciamento centralizado. Dessa forma, a solução protege servidores, sistemas de computadores, laptops e tablets contra ameaças conhecidas e desconhecidas.

 

Muitas organizações enfrentaram diversos riscos cibernéticos no último ano devido a convergência das redes de TI e de  OT (Tecnologia Operacional). Por isso, de acordo com o Field CISO da Fortinet, uma tendência para 2023 é que as empresas invistam em soluções de detecção e respostas, como o NDR.

 

Com o avanço e sofisticação das ameaças cibernéticas, apenas pensar na segurança cibernética não é suficiente. É preciso pensar também na resiliência cibernética, que é a capacidade da empresa em detectar um possível ataque e se recuperar rapidamente. Nesse sentido, a solução NDR é indispensável.

 

Contar com uma solução de NDR pode permitir que sua organização identifique rapidamente as falhas e analise as possíveis ameaças em tempo real. Além disso, é possível automatizar respostas para mitigar os ataques cibernéticos. Essa agilidade na resposta permite defender os ambientes de TI e OT contra ameaças mais sofisticadas.

 

No artigo de hoje você pode conferir as soluções que você deve investir para proteger sua organização dado as previsões cibernéticas para este ano. Mas, o ideal é fazer uma análise personalizada do cenário de segurança da empresa, para então definir as soluções de cibersegurança que devem ser implementadas. Para isso, você pode contar com o time de especialistas da Contacta para montar a melhor estratégia de cibersegurança para a sua empresa!


Por Helena Motta • 21 de outubro de 2026
Em 1988, quando a Contacta foi fundada, a tecnologia corporativa tinha endereço certo. Ficava em salas climatizadas, atrás de portas com controle de acesso, e os usuários chegavam a ela por terminais e redes que a própria empresa controlava de ponta a ponta. Proteger um sistema era, em boa medida, proteger o lugar onde ele estava. Quase quatro décadas depois, essa imagem parece de outra era. Os sistemas que sustentam uma organização estão espalhados entre data centers próprios, provedores de nuvem e aplicações contratadas como serviço. São acessados de escritórios, de casas, de aeroportos, por telefones e computadores que ninguém na área de TI viu pessoalmente. Quase tudo mudou, do hardware às linguagens e da forma de contratar à forma de operar. Acompanhar essa sequência de transformações nos deixou menos impressionados com a novidade e mais atentos ao que se repete. Cada geração de tecnologia chegou com uma promessa de simplificação, e em cada uma delas o trabalho difícil acabou sendo o mesmo: entender o que uma organização precisa, conectar as ferramentas disponíveis a esse propósito e garantir que as pessoas consigam, de fato, trabalhar com elas. Nossa missão sempre foi conectar pessoas por meio da tecnologia. Ela dá a medida do que a tecnologia deve entregar, mais do que o que ela é.
Por Helena Motta • 7 de outubro de 2026
O usuário é o alvo preferido dos atacantes, mas chamá-lo de elo mais fraco esconde metade do problema. Quando alguém clica em um link malicioso, quase sempre também houve um e-mail que passou pelo filtro, uma conta sem segundo fator de autenticação ou um acesso com mais privilégio do que o necessário. Outubro é o mês da campanha Cybersecurity Awareness Month, e a data é uma boa ocasião para rever essa pergunta com mais honestidade.
Por Helena Motta • 16 de setembro de 2026
Uma aplicação SaaS pode estar homologada pela empresa, ter autenticação multifator habilitada, usuários devidamente cadastrados e um fornecedor com boas práticas de segurança. Ainda assim, pode existir um caminho para dados críticos que a equipe de segurança simplesmente não está enxergando. Esse caminho pode ter começado de maneira bastante legítima: alguém conectou uma ferramenta ao CRM para automatizar uma tarefa. Outro time autorizou um aplicativo a acessar arquivos corporativos. Uma integração via API foi criada para um projeto que terminou meses atrás. Uma conta de serviço ganhou permissões temporárias que nunca foram removidas. Nada disso parece particularmente alarmante quando observado isoladamente, o problema aparece quando essas conexões se acumulam. O SaaS tornou mais simples contratar aplicações, integrar plataformas e automatizar processos. Essa agilidade é uma das razões de sua adoção, mas também fragmentou a superfície que TI e Segurança precisam acompanhar. Hoje, proteger o ambiente não significa apenas saber quais aplicações a empresa utiliza. É necessário entender como elas se conectam, quais dados circulam entre elas e o que cada conexão está autorizada a fazer .
Por Helena Motta • 2 de setembro de 2026
Quando pensamos em ransomware, ainda é comum imaginar um hacker trabalhando sozinho, desenvolvendo um malware e procurando uma empresa vulnerável para atacar. Porém, essa imagem está cada vez mais distante da realidade. Hoje, muitas operações de ransomware fazem parte de um ecossistema estruturado, com desenvolvedores, operadores, afiliados, fornecedores de acesso, infraestrutura própria e modelos de divisão de receita. A Fortinet descreve essa evolução como uma industrialização do cibercrime , marcada por especialização de funções, automação e estruturas capazes de transformar acessos comprometidos em lucro de forma cada vez mais eficiente. Um dos principais responsáveis por essa transformação é o Ransomware-as-a-Service (RaaS) . Mais do que uma nova maneira de distribuir malware, o RaaS criou um modelo no qual diferentes criminosos podem participar de partes específicas de uma operação sem precisar dominar todo o processo de ataque.
Por Helena Motta • 5 de agosto de 2026
A discussão recente sobre inteligência artificial e cibersegurança esteve concentrada por muito tempo em uma pergunta: a IA será capaz de realizar um ataque cibernético? O episódio envolvendo a OpenAI e a Hugging Face mostra que essa pergunta já não é suficiente. Em julho de 2026, a OpenAI informou que agentes de inteligência artificial utilizados em uma avaliação interna conseguiram explorar vulnerabilidades, sair de um ambiente de testes isolado, obter acesso à internet e comprometer parte da infraestrutura da Hugging Face. A própria empresa classificou o caso como um incidente cibernético sem precedentes. A própria OpenAI classificou o episódio como um  incidente cibernético sem precedentes , expressão que também ganhou destaque na cobertura da UOL/AFP sobre o caso. O caso não significa que uma IA tenha desenvolvido consciência, intenção própria ou vontade de atacar uma organização. Os agentes estavam orientados a alcançar um objetivo definido durante um teste de capacidade cibernética. O problema é que, para cumprir essa tarefa, encontraram caminhos que ultrapassaram os limites esperados pelos pesquisadores. Essa diferença é importante. O risco não está em uma máquina “decidir se rebelar”, como algumas interpretações sugerem. Está na capacidade de sistemas autônomos encontrarem meios inesperados para atingir uma meta, especialmente quando possuem acesso a ferramentas, credenciais, ambientes corporativos e recursos computacionais. Para as empresas, o incidente deixa dois alertas. O primeiro está relacionado ao avanço do pentest com inteligência artificial. O segundo envolve a governança dos agentes de IA que já começam a fazer parte das operações corporativas. O episódio também ganhou repercussão internacional por mostrar que capacidades antes observadas principalmente em avaliações controladas já podem produzir consequências em infraestruturas reais. A cobertura da BBC News Brasil sobre o incidente ajuda a contextualizar por que o caso ampliou o debate sobre autonomia, limites operacionais e governança de agentes de IA.
Por Helena Motta • 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta • 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta • 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta • 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta • 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
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