Layout do blog

Cybersecurity e Inteligência Artificial (IA)

Contacta
11 de março de 2021

 

Os fabricantes do mercado de cybersecurity têm utilizado alguns conceitos para a construção de algoritmos inteligentes, o mais abrangente deles é a Inteligência Artificial (IA). Já há algum tempo a aplicação da Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma tendência e tornou-se uma necessidade frente à sofisticação cada vez maior dos ofensores, as formas e os novos vetores para os ataques maliciosos. 

 

No artigo de hoje, vamos explicar um pouco mais sobre o conceito de Inteligência Artificial e mostrar a conexão da IA com a Cybersecurity. Continue a leitura!

 

O papel da Inteligência Artificial no mercado de Cybersecurity 

Em matéria publicada recentemente, em 19/03/2020, o site CISO Advisordivulgou uma pesquisa realizada pela consultoria P&S Market Researchdemonstrando que o faturamento das empresas com inteligência artificial aplicada à cybersecurity pode chegar, globalmente, a US$ 18,2 Bi até 2023 com a expectativa de um crescimento anual de 34,5% ao ano até lá.


Existem ferramentas para a construção de algoritmos inteligentes e sem estas ferramentas ficaríamos sempre limitados a ter as defesas baseadas em assinaturas de ameaças conhecidas. Como se defender de ameaças desconhecidas, as chamadas “zero day”, sem algoritmos inteligentes que pudessem prevenir, detectar e, até mesmo, responder aos incidentes?


Basicamente quatro conceitos para a construção de algoritmos inteligentes têm sido utilizados pelos principais fabricantes do mercado de cybersecurity:

  • Machine Learning (ML), ou aprendizado de máquina
  • UBA – User Behavior Analytics, ou análise comportamental sensível ao contexto
  • Deep Learning, ou aprendizagem profunda
  • AI, ou Inteligência Artificial (IA)

Destes conceitos o mais abrangente é AI (Inteligência Artificial). No início das pesquisas, o objetivo era o de reproduzir totalmente em forma de algoritmos o mecanismo de tomada de decisões do cérebro humano para qualquer problema. O desafio era enorme. 


Ao longo dos anos os pesquisadores perceberam que, ao invés de simular totalmente o cérebro humano, seria mais útil e mais profundo dedicarem grupos de pesquisa para o desenvolvimento da simulação dos processos de decisão para resolução de problemas específicos. Assim, hoje, AI está presente em diversos ramos da indústria, desde eletrodomésticos, smartphones, robôs industriais, equipamentos médicos, carros e aviões autônomos. E assim nasceu a IoT (Internet das Coisas). E, claro, também chegaram aos algoritmos que nos protegem dos ofensores em nossas redes de dados, equipamentos e aplicações.

Outros conceitos da Inteligência Artificial

Os demais conceitos são subconjuntos da AI. Felizmente os grandes produtores de soluções de cybersecurity têm usado todos ou alguns destes conceitos em suas tecnologias: 

Machine Learning (ML): conceituando de forma bem simples são algoritmos que usam principalmente a matemática, a estatística e a probabilidade para armazenar e analisar informações (“data analytics”) a partir dos dados históricos coletados pertinentes ao assunto (“big data”) e predizer o desconhecido a partir das informações “aprendidas” no dia-a-dia para executar ou sugerir as ações necessárias.

 

User Behavior Analytics (UBA): de forma bem superficial, trata-se de acrescentar aos algoritmos matemáticos dos ativos de rede, a variável do comportamento humano. É valiosíssimo para detectar as ameaças internas e externas a partir de todas as pessoas que têm acesso à rede da empresa como acesso indevido, fraudes e vazamento de dados. São algoritmos que também se baseiam em “big data” e “data analytics”, mas tendo como pano de fundo o comportamento do usuário dentro de um contexto e não apenas os fatores da rede física.


Deep Learning (DL): Acrescenta às duas anteriores algoritmos que abordam a simulação da rede neural do cérebro humano para a tomada de decisões para problemas específicos e executam a decisão. Esta abordagem é a que permite, por exemplo, o reconhecimento e interpretação de voz, imagens e objetos e detecção de fraudes.



Algumas aplicações de cybersecurity que hoje já utilizam desta tecnologia:

  • ATP (Advanced Threat Protection), “Zero Day
  • Cloud Security
  • IoT e Mobile Security
  • Proxys
  • Gestão de Acessos e Privilégios
  • Acesso Remoto Seguro
  • Autenticação
  • Firewalls
  • Anti-Spam
  • Categorização de URL´s e Aplicações
  • Anti-Malware
  • IPS
  • Anti-DDoS
  • Detecção de fraudes
  • DLP
  • Detecção de Botnets
  • Assessment
  • Scan de Rede
  • Auditorias de Compliance
  • SIEM


E, finalizando, segue uma lista com alguns dos principais fabricantes do mercado que apresentam em suas soluções um ou mais de um destes conceitos em seus produtos de cybersecurity:

 

Darktrace
F5
Fortinet
Algosec
Beyond Trust
Check Point
Infoblox
onate
OneSpan

Os novos padrões de MFA em 2026: o que realmente funciona contra ataques avançados
Por Helena Motta 13 de janeiro de 2026
D urante anos, a autenticação multifator (MFA) foi tratada como o “antídoto definitivo” contra ataques baseados em credenciais. Implementar um segundo fator parecia suficiente para reduzir drasticamente o risco de invasões. Em 2026, essa lógica já não se sustenta sozinha. O avanço dos ataques baseados em identidade mostrou que nem todo MFA oferece o mesmo nível de proteção e, em alguns casos, pode até criar uma falsa sensação de segurança. Hoje, a pergunta central não é mais “sua empresa usa MFA?”, mas sim: que tipo de MFA está sendo utilizado e se ele é capaz de resistir a ataques avançados, automatizados e orientados por engenharia social. O mercado caminha para padrões mais inteligentes, adaptativos e resistentes a phishing, alinhados a estratégias de Zero Trust e proteção contínua de identidade.
Tendências de cibersegurança para 2026: o que muda na prática para as organizações
Por Helena Motta 19 de dezembro de 2025
A cibersegurança entrou em um novo momento. Se nos últimos anos o foco esteve em acompanhar a digitalização acelerada e o crescimento da nuvem, o cenário que se desenha para 2026 é mais estrutural: tecnologias avançando em ritmo exponencial, ataques cada vez mais automatizados e uma pressão crescente por maturidade, resiliência e governança. De acordo com análises recentes publicadas por veículos especializados e relatórios globais de segurança, o desafio deixa de ser apenas “proteger sistemas” e passa a envolver a capacidade das organizações de integrar segurança à estratégia do negócio, com visão de longo prazo. No artigo de hoje, reunimos as principais tendências que devem definir a cibersegurança em 2026, com base em relatórios de mercado, fabricantes e especialistas do setor.
IA como usuário: o futuro da identidade digital e o desafio da autenticação autônoma
Por Helena Motta 3 de dezembro de 2025
A A presença de agentes inteligentes em sistemas corporativos já saiu do campo da experimentação e entrou na rotina operacional. Bots que reservam salas, agentes que sincronizam dados entre serviços, e assistentes que executam ações em nome de equipes são exemplos de um fenômeno que exige repensar o que entendemos por identidade digital. Quando uma inteligência artificial age como um usuário, quais são as garantias mínimas de quem ela é, do que pode fazer e de como suas ações serão rastreadas? Este artigo explora esse novo cenário, os limites dos modelos atuais de autenticação e caminhos práticos para a transição a um modelo de identidade que suporte agentes autônomos de forma segura e auditável.
Infraestrutura de pagamentos: o que não pode falhar na Black Friday
Por Bruna Gomes 19 de novembro de 2025
A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes para o varejo digital, impulsionando picos de acesso e volumes de transações muito acima da média ao longo de poucas horas. Para as empresas, esse é um momento decisivo: além da oportunidade comercial, há também um aumento significativo da pressão sobre toda a estrutura tecnológica que sustenta a jornada de compra. Entre todos os componentes da operação, a infraestrutura de pagamentos é uma das partes mais sensíveis e a que mais impacta diretamente o faturamento. Diante desse cenário, preparar a infraestrutura de pagamentos é essencial para manter a operação estável, garantir altas taxas de aprovação e proteger a continuidade do negócio.  Neste artigo, exploramos os principais riscos, os gargalos mais comuns e as práticas fundamentais para enfrentar a Black Friday com segurança e eficiência. Continue a leitura!
Entenda o impacto do uso de IA generativa em ataques cibernéticos
Por Helena Motta 4 de novembro de 2025
Neste artigo explicaremos como a IA generativa está sendo usada em ataques cibernéticos, quais são os impactos para as organizações e quais medidas práticas podem ser adotadas para mitigar esses riscos.
Usuário não-humano: o desafio da identidade digital para sistemas
Por Bruna Gomes 22 de outubro de 2025
Neste artigo, vamos entender o que são usuários não humanos, por que eles representam um desafio para a segurança digital e o que sua empresa pode (e deve) fazer para gerenciar essas identidades com mais controle, visibilidade e proteção.
O que a nova estratégia nacional de cibersegurança significa para empresas brasileiras
Por Helena Motta 7 de outubro de 2025
Nesse artigo vamos compreender como as principais decisões estabelecidas na Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) impactam as empresas brasileiras.
Por que cibersegurança também deve estar na pauta do RH e do Marketing?
Por Bruna Gomes 24 de setembro de 2025
Quando pensamos em cibersegurança, é comum imaginar que a responsabilidade está apenas nas mãos da equipe de TI. Mas, na prática, as ameaças digitais estão cada vez mais ligadas ao comportamento das pessoas e ao uso estratégico da informação. E isso envolve diretamente outras áreas da empresa, como RH e Marketing. Esses dois setores lidam com dados sensíveis, canais de comunicação e relacionamentos essenciais para a reputação da marca. Por isso, também estão entre os alvos preferenciais de cibercriminosos. Neste artigo, vamos mostrar por que a segurança digital precisa ser compartilhada com todas as áreas do negócio, quais são os riscos que atingem diretamente o RH e o Marketing, e como essas equipes podem contribuir ativamente para proteger a empresa. Continue a leitura!
Ransomware as a Service: como o crime cibernético virou modelo de negócios
Por Helena Motta 10 de setembro de 2025
O Ransomware é uma ameaça cibernética amplamente difundida e conhecida, mas nos últimos anos ele passou por uma espécie de industrialização com objetivo de potencializar os ganhos financeiros tanto de quem os cria quanto dos que o aplicam. Esse movimento causou um crescimento espantoso dessa ameaça, chegando ao ponto de ser declarada como uma ameaça à segurança nacional nos Estados Unidos. A escalada dos ataques tem afetado setores inteiros, com potencial de interromper serviços essenciais como hospitais, supermercados, sistemas de transporte e até fornecimento de energia. O impacto vai além do ambiente digital, podendo comprometer a operação e a reputação de uma organização por completo. Neste artigo, vamos mergulhar nesse assunto para compreender como o Ransonware as a Service (RaaS) funciona, assim como formas de evitar e minimizar sua ameaça.
Como identificar e evitar golpes digitais que miram pequenas e médias empresas
Por Helena Motta 26 de agosto de 2025
Pequenas e médias empresas (PMEs) tornaram-se um dos alvos favoritos de cibercriminosos. A percepção de que essas organizações têm defesas limitadas, cultura de segurança pouco madura e operações com terceirizações vulneráveis contribui para isso. Segundo o Mapa da Fraude 2025, da ClearSale, três em cada quatro vítimas de ataques cibernéticos no Brasil são pequenas ou médias empresas. E mais de 40% dos ataques globais registrados em 2024 miraram esse segmento. Este artigo apresenta os principais golpes digitais que atingem PMEs e oferece medidas acessíveis e eficazes para identificá-los e se proteger.
Share by: