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Como garantir a segurança em aplicativos de mensagens

Joanna Magalhães
27 de agosto de 2024

A segurança dos dados em aplicativos de mensagens se tornou uma prioridade para empresas desde 2020 com a adoção de modelos de trabalho híbridos e o home office. 


Afinal, seja através de aplicativos de mensagens pessoais, como WhatsApp, ou sistemas próprios para empresas, como o Teams, aplicativos de mensagens passaram a fazer parte do dia a dia das organizações pela falta de contato físico entre os colaboradores, facilitando a comunicação interna e, consequentemente, a passagem de dados e informações. 


No artigo de hoje, vamos falar sobre como garantir a segurança em aplicativos de mensagens e os perigos para empresas.

Por que é importante para empresas proteger aplicativos de mensagem?


Como aplicativos de mensagens como Teams, Slack e até WhatsApp são usados amplamente por empresas para ser realizada sua comunicação interna, é possível encontrar muitas informações confidenciais que são trocadas diariamente entre colaboradores.


A troca dessas informações - por mais que sejam de cunho sensíveis, como documentos, contratos e informações de produtos – entre colaboradores é necessária dentro do dia a dia para a realização de tarefas, planejamentos e atividades operacionais e comerciais. Por conta disso, não é possível que a troca dessas informações seja pausada, tornando aplicativos de mensagens um alvo para ciber criminosos.

 

Além disso, como esses aplicativos costumam estar instalados tanto em computadores quantos em celulares, as possibilidades de ataques como phishing e malwares aumenta. Isso acontece porque não utilizamos dispositivos mobile somente para dentro do contexto corporativo, mas também para nosso uso pessoal e costuma ter menos defesas que computadores dados pela empresa, aplicativos de mensagens se tornam mais propensos a ameaças.

Como usamos o mesmo dispositivo para acessar aplicativos pessoais, como e-mails pessoais, aplicativos de jogos e etc, abrimos mais portas para ameaças e ataques de engenharia social. Com isso em mente, é necessário pensar na proteção tanto das mensagens quanto do acesso ao aplicativo de mensagem corporativo. 

Principais ameaças para dispositivos de mensagens


Como falamos anteriormente, o uso de aplicativos de mensagens no meio corporativo aumentou de forma gritante durante os últimos anos pela decorrente do afastamento físico dos colaboradores, mas o que isso afetou para a segurança dos dados das empresas e para as equipes que cuidam disso?



Principais ameaças para dispositivos de mensagens



  1. Phishing: Tentativas de obter informações confidenciais (como senhas e números de cartão de crédito) se passando por uma entidade confiável em comunicações eletrônicas.
  2. Malware: Software malicioso que pode infectar dispositivos e roubar informações, monitorar atividades ou causar danos. Isso inclui vírus, trojans, spyware e ransomware.
  3. Spyware: Programas que monitoram e registram as atividades do usuário sem o seu consentimento, muitas vezes usados para roubo de informações pessoais e comerciais.
  4. Vulnerabilidades de Software: Falhas em sistemas operacionais ou aplicativos que podem ser exploradas por hackers para obter acesso não autorizado ou comprometer o dispositivo.
  5. Ataques de Engenharia Social: Técnicas que manipulam as pessoas para que elas revelem informações confidenciais ou realizem ações que comprometam a segurança do dispositivo.
  6. Intercepção de Mensagens: Mensagens de texto e e-mails podem ser interceptados durante a transmissão, especialmente se não forem criptografados.
  7. Apps Maliciosos: Aplicativos que parecem legítimos, mas contêm malware ou outros tipos de ameaças, muitas vezes distribuídos através de lojas de aplicativos não oficiais.
  8. Roubo e Perda de Dispositivos: Dispositivos perdidos ou roubados podem conceder acesso físico a informações sensíveis, especialmente se não estiverem protegidos por senhas fortes ou criptografia.
  9. Roubo de Identidade: Acesso não autorizado a contas de mensageiros pode levar ao roubo de identidade, onde o atacante pode se passar pelo usuário e acessar suas informações pessoais.

Soluções para garantir a segurança em aplicativos de mensagens


Existem diversos modos de evitar ameaças e garantir a segurança de dispositivos de mensagem utilizados dentro do meio corporativo. Alguns exemplos são:


A criptografia pode ser utilizada tanto com o objetivo de proteger os dados que ficam em trânsito pela rede entre aplicativos, utilizando de HTTPS/TLS. Além disso, ela é útil para proteja os dados armazenados no dispositivo, também conhecidos como dados em repouso.


  • Autenticação e Autorização:

Sistemas de autenticação podem surgir de vários modos, como: a autenticação Multifator (MFA) que se baseia ou implementar autenticação multifator para aumentar a segurança do login. Ou a autenticação via biométrica, que utiliza de biometria (impressão digital, reconhecimento facial) para autenticar usuários.

 

  • Segurança do Ambiente de Execução:

Soluções baseadas em hardening do Sistema Operacional garantem o uso versões do sistema operacional móveis que tenham recursos de segurança aprimorados. Além disso, o uso de ambientes de sandboxing que possibilitam a execute aplicativos em ambientes isolados ajudam a limitar o impacto de uma possível violação.


  • Gestão de Aplicações Móveis (MAM) e Gestão de Dispositivos Móveis (MDM):

Aplicativos de MAM e MDM são soluções focadas na proteção de dispositivos mobile. O MAM foca no gerenciamento e proteção de aplicativos e dados corporativos em dispositivos móveis. Já o MDM funciona a base de aplicação de políticas de segurança, como a exigência de senhas fortes e a capacidade de apagar remotamente dados de dispositivos perdidos ou roubados.


  • Monitoramento e Detecção de Ameaças:

A implementação de soluções com foco no monitoramento de sistemas com foco na detecção de intrusão para monitorar atividades suspeitas e análise do comportamento de colaboradores, permite mapear e encontrar possíveis ameaças com antecedência.


Assegure-se que as APIs usadas pelo aplicativo de comunicação usado sejam protegidas com autenticação e autorização adequadas. Além disso, implemente limitação de taxa para prevenir abusos de API e controles de acesso para limitar quem pode acessar os dados.


  • Treinamento de Desenvolvimento Seguro:

Fornecer treinamento contínuo para desenvolvedores sobre práticas de codificação segura.

Conclusão


Como vimos nesse artigo, com a adesão de aplicativos de mensagem para comunicação corporativa, essas ferramentas se tornaram um fator importante no dia a dia de corporações para facilitar a comunicação interna.


Porém, ao observar a grande quantidade de dados e informações que são trocados através de aplicativos de mensagens, mostrou que tornava essas ferramentas um alvo para cibercriminosos com interesse em roubo de dados e acessos. Com isso, a criação de uma estratégia de segurança voltada para aplicativos de mensagens se tornou necessária para evitar vazamentos de dados e roubos de identidades. 


Por Helena Motta • 21 de outubro de 2026
Em 1988, quando a Contacta foi fundada, a tecnologia corporativa tinha endereço certo. Ficava em salas climatizadas, atrás de portas com controle de acesso, e os usuários chegavam a ela por terminais e redes que a própria empresa controlava de ponta a ponta. Proteger um sistema era, em boa medida, proteger o lugar onde ele estava. Quase quatro décadas depois, essa imagem parece de outra era. Os sistemas que sustentam uma organização estão espalhados entre data centers próprios, provedores de nuvem e aplicações contratadas como serviço. São acessados de escritórios, de casas, de aeroportos, por telefones e computadores que ninguém na área de TI viu pessoalmente. Quase tudo mudou, do hardware às linguagens e da forma de contratar à forma de operar. Acompanhar essa sequência de transformações nos deixou menos impressionados com a novidade e mais atentos ao que se repete. Cada geração de tecnologia chegou com uma promessa de simplificação, e em cada uma delas o trabalho difícil acabou sendo o mesmo: entender o que uma organização precisa, conectar as ferramentas disponíveis a esse propósito e garantir que as pessoas consigam, de fato, trabalhar com elas. Nossa missão sempre foi conectar pessoas por meio da tecnologia. Ela dá a medida do que a tecnologia deve entregar, mais do que o que ela é.
Por Helena Motta • 7 de outubro de 2026
O usuário é o alvo preferido dos atacantes, mas chamá-lo de elo mais fraco esconde metade do problema. Quando alguém clica em um link malicioso, quase sempre também houve um e-mail que passou pelo filtro, uma conta sem segundo fator de autenticação ou um acesso com mais privilégio do que o necessário. Outubro é o mês da campanha Cybersecurity Awareness Month, e a data é uma boa ocasião para rever essa pergunta com mais honestidade.
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Uma aplicação SaaS pode estar homologada pela empresa, ter autenticação multifator habilitada, usuários devidamente cadastrados e um fornecedor com boas práticas de segurança. Ainda assim, pode existir um caminho para dados críticos que a equipe de segurança simplesmente não está enxergando. Esse caminho pode ter começado de maneira bastante legítima: alguém conectou uma ferramenta ao CRM para automatizar uma tarefa. Outro time autorizou um aplicativo a acessar arquivos corporativos. Uma integração via API foi criada para um projeto que terminou meses atrás. Uma conta de serviço ganhou permissões temporárias que nunca foram removidas. Nada disso parece particularmente alarmante quando observado isoladamente, o problema aparece quando essas conexões se acumulam. O SaaS tornou mais simples contratar aplicações, integrar plataformas e automatizar processos. Essa agilidade é uma das razões de sua adoção, mas também fragmentou a superfície que TI e Segurança precisam acompanhar. Hoje, proteger o ambiente não significa apenas saber quais aplicações a empresa utiliza. É necessário entender como elas se conectam, quais dados circulam entre elas e o que cada conexão está autorizada a fazer .
Por Helena Motta • 2 de setembro de 2026
Quando pensamos em ransomware, ainda é comum imaginar um hacker trabalhando sozinho, desenvolvendo um malware e procurando uma empresa vulnerável para atacar. Porém, essa imagem está cada vez mais distante da realidade. Hoje, muitas operações de ransomware fazem parte de um ecossistema estruturado, com desenvolvedores, operadores, afiliados, fornecedores de acesso, infraestrutura própria e modelos de divisão de receita. A Fortinet descreve essa evolução como uma industrialização do cibercrime , marcada por especialização de funções, automação e estruturas capazes de transformar acessos comprometidos em lucro de forma cada vez mais eficiente. Um dos principais responsáveis por essa transformação é o Ransomware-as-a-Service (RaaS) . Mais do que uma nova maneira de distribuir malware, o RaaS criou um modelo no qual diferentes criminosos podem participar de partes específicas de uma operação sem precisar dominar todo o processo de ataque.
Por Helena Motta • 5 de agosto de 2026
A discussão recente sobre inteligência artificial e cibersegurança esteve concentrada por muito tempo em uma pergunta: a IA será capaz de realizar um ataque cibernético? O episódio envolvendo a OpenAI e a Hugging Face mostra que essa pergunta já não é suficiente. Em julho de 2026, a OpenAI informou que agentes de inteligência artificial utilizados em uma avaliação interna conseguiram explorar vulnerabilidades, sair de um ambiente de testes isolado, obter acesso à internet e comprometer parte da infraestrutura da Hugging Face. A própria empresa classificou o caso como um incidente cibernético sem precedentes. A própria OpenAI classificou o episódio como um  incidente cibernético sem precedentes , expressão que também ganhou destaque na cobertura da UOL/AFP sobre o caso. O caso não significa que uma IA tenha desenvolvido consciência, intenção própria ou vontade de atacar uma organização. Os agentes estavam orientados a alcançar um objetivo definido durante um teste de capacidade cibernética. O problema é que, para cumprir essa tarefa, encontraram caminhos que ultrapassaram os limites esperados pelos pesquisadores. Essa diferença é importante. O risco não está em uma máquina “decidir se rebelar”, como algumas interpretações sugerem. Está na capacidade de sistemas autônomos encontrarem meios inesperados para atingir uma meta, especialmente quando possuem acesso a ferramentas, credenciais, ambientes corporativos e recursos computacionais. Para as empresas, o incidente deixa dois alertas. O primeiro está relacionado ao avanço do pentest com inteligência artificial. O segundo envolve a governança dos agentes de IA que já começam a fazer parte das operações corporativas. O episódio também ganhou repercussão internacional por mostrar que capacidades antes observadas principalmente em avaliações controladas já podem produzir consequências em infraestruturas reais. A cobertura da BBC News Brasil sobre o incidente ajuda a contextualizar por que o caso ampliou o debate sobre autonomia, limites operacionais e governança de agentes de IA.
Por Helena Motta • 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta • 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta • 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta • 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta • 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
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