Layout do blog

LGPD e Cookies: tudo o que você precisa saber

Bruna Gomes
6 de dezembro de 2022

Já falamos aqui no blog sobre as mudanças que a LGPD causou nas operações de empresas que lidam com os dados de seus clientes e usuários. A Lei definiu diversos princípios e regulamentações de privacidade. Isso afetou profundamente a forma como os profissionais das áreas de marketing, jurídico e de conformidade trabalham. Um dos processos afetados pela LGPD, foi a utilização dos cookies, que são pequenos arquivos que armazenam por um período o que o usuário está fazendo.

 

O cookie sempre foi conhecido pelos times de marketing e vendas. Mas, com a entrada em vigor da LGPD, esse assunto ficou mais em alta. Isso porque, a lei faz com que as empresas mudem diversos processos e, entre eles, está incluso as políticas de privacidade dos sites e quais informações os cookies armazenam. No artigo de hoje, veremos como a utilização dos cookies é afetada pela Lei Geral de Proteção de Dados e como sua empresa pode continuar utilizando essa tecnologia sem infringir a lei. Continue a leitura!

O que são cookies?

Os cookies são pequenos arquivos de texto que armazenam por um período o que o usuário está fazendo. Eles não são programas ou softwares, eles ficam salvos no navegador com o objetivo de coletar informações sobre a navegação do usuário. E são capazes de armazenar diferentes tipos de informações sobre o usuário, como o histórico de navegação, tempo gasto no site e até logins e senhas. 

 

Essa ferramenta facilita muito a navegação do usuário. É graças aos cookies que você não precisa digitar seu login de acesso ao e-mail sempre, pois ele armazena essas informações. Eles também ajudam na utilização de sistemas, como por exemplo, o Google Docs ou Google Sheets, que permitem a utilização off-line, devido a capacidade dos cookies de armazenar as informações.

 

Os dados coletados pelos cookies também podem ser usados com o objetivo de direcionar propagandas e anúncios da sua empresa. Ou seja, os cookies armazenam sua busca e depois utilizam-as com o objetivo de publicidade. Por isso, quando você procura algo na internet, só aparecem anúncios sobre aquele produto depois. Por esse e outros motivos, os cookies se tornaram indispensáveis para os times de marketing e vendas. 

 

Sendo assim, é possível perceber que a utilização de cookies ajuda as empresas a melhorarem a experiência de navegação de seus usuários, a usabilidade de seus sites e suas campanhas de anúncios publicitários. Os dados coletados sobre a navegação dos usuários são importantes para que você possa oferecer uma melhor experiência aos seus clientes. 

Qual a relação do uso de cookies com a LGPD?

Antes de entender a relação dos cookies com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é importante saber que nem todos os dados que os cookies coletam são dados pessoais. Dados coletados sobre sua visita às páginas do site, por exemplo, não é considerado um dado pessoal. Os dados considerados pessoais são: nome, e-mail, CPF, gênero, data de nascimento e etc. 


A LGPD trata sobre a proteção e privacidade de dados pessoais. Ela exige que as empresas sigam alguns requisitos ao lidar com dados pessoais, em busca de protegê-los e evitar o vazamento dessas informações. E é nesse sentido que ela pode afetar a forma de utilização dos cookies. As intenções e objetivos da empresa com essa coleta de dados deve ficar clara para o titular do dado.

 

Sendo assim, o problema com o uso dos cookies é quando o usuário não sabe que seus dados estão sendo coletados ou quais os dados estão sendo coletados e nem para qual finalidade. E uma dos princípios da LGPD é a transparência. Ou seja, a lei garante que os titulares devam ter informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a coleta e 

 

O consentimento é um ponto muito importante da LGPD. Então, se você coletar e armazenar dados pessoais através de cookies, sem o consentimento do usuário, você está violando a lei. Isso pode gerar penalidades para a sua empresa, como sanções e multas. 

Como utilizar cookies e estar adequado à LGPD?

De acordo com essas informações, é possível perceber que o usuário precisa estar de acordo e bem informado sobre o uso de cookies para coletar e armazenar seus dados pessoais. Ou seja, é dever da sua empresa oferecer em seu site a opção do usuário aceitar ou recusar os cookies que são utilizados. Lembre-se que o titular do dado deve ter clareza da coleta de seus dados, como eles serão tratados e para qual finalidade estão sendo coletados.

 

Além de facilitar a compreensão do usuário sobre os cookies, a organização também deve permitir que o usuário reveja a própria decisão a qualquer momento. Dessa forma, o usuário pode não autorizar mais o uso de cookies de determinados sites, mesmo já tendo autorizado anteriormente. 

Cookies e Proteção de Dados Pessoais

Mas, calma que essa questão vai ficar mais simples de solucionar. Em outubro deste ano, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)lançou um guia sobre “Cookies e Proteção de Dados Pessoais”. O material tem o objetivo de orientar os agentes de tratamento sobre as boas práticas para a utilização de cookies. Nele, você vai encontrar os direitos e deveres dos agentes envolvidos no tratamento desta tecnologia. 


Você pode acessar o guia aqui. Este é o material perfeito para as empresas que desejam continuar utilizando os cookies, mas não querem infringir a lei. Ele traz recomendações sobre instrumentos para garantir o cumprimento da Lei, como as políticas e os banners de cookies. Além disso, também conta com explicações sobre o que são os cookies e estabelece os princípios da LGPD para esse caso.


A sua empresa também pode contar com o time de especialistas da Contacta para se adequar a Lei Geral de Proteção de Dados. A Contacta entrega soluções que facilitam a aderência às regras de auditoria da sua organização. Você vai obter resultados valiosos combinando tecnologias voltadas para a adoção de uma estratégia de forma simples e inteligente no uso da tecnologia. Fale com especialista!


Por Helena Motta 2 de setembro de 2026
Quando pensamos em ransomware, ainda é comum imaginar um hacker trabalhando sozinho, desenvolvendo um malware e procurando uma empresa vulnerável para atacar. Porém, essa imagem está cada vez mais distante da realidade. Hoje, muitas operações de ransomware fazem parte de um ecossistema estruturado, com desenvolvedores, operadores, afiliados, fornecedores de acesso, infraestrutura própria e modelos de divisão de receita. A Fortinet descreve essa evolução como uma industrialização do cibercrime , marcada por especialização de funções, automação e estruturas capazes de transformar acessos comprometidos em lucro de forma cada vez mais eficiente. Um dos principais responsáveis por essa transformação é o Ransomware-as-a-Service (RaaS) . Mais do que uma nova maneira de distribuir malware, o RaaS criou um modelo no qual diferentes criminosos podem participar de partes específicas de uma operação sem precisar dominar todo o processo de ataque.
Por Helena Motta 5 de agosto de 2026
A discussão recente sobre inteligência artificial e cibersegurança esteve concentrada por muito tempo em uma pergunta: a IA será capaz de realizar um ataque cibernético? O episódio envolvendo a OpenAI e a Hugging Face mostra que essa pergunta já não é suficiente. Em julho de 2026, a OpenAI informou que agentes de inteligência artificial utilizados em uma avaliação interna conseguiram explorar vulnerabilidades, sair de um ambiente de testes isolado, obter acesso à internet e comprometer parte da infraestrutura da Hugging Face. A própria empresa classificou o caso como um incidente cibernético sem precedentes. A própria OpenAI classificou o episódio como um  incidente cibernético sem precedentes , expressão que também ganhou destaque na cobertura da UOL/AFP sobre o caso. O caso não significa que uma IA tenha desenvolvido consciência, intenção própria ou vontade de atacar uma organização. Os agentes estavam orientados a alcançar um objetivo definido durante um teste de capacidade cibernética. O problema é que, para cumprir essa tarefa, encontraram caminhos que ultrapassaram os limites esperados pelos pesquisadores. Essa diferença é importante. O risco não está em uma máquina “decidir se rebelar”, como algumas interpretações sugerem. Está na capacidade de sistemas autônomos encontrarem meios inesperados para atingir uma meta, especialmente quando possuem acesso a ferramentas, credenciais, ambientes corporativos e recursos computacionais. Para as empresas, o incidente deixa dois alertas. O primeiro está relacionado ao avanço do pentest com inteligência artificial. O segundo envolve a governança dos agentes de IA que já começam a fazer parte das operações corporativas. O episódio também ganhou repercussão internacional por mostrar que capacidades antes observadas principalmente em avaliações controladas já podem produzir consequências em infraestruturas reais. A cobertura da BBC News Brasil sobre o incidente ajuda a contextualizar por que o caso ampliou o debate sobre autonomia, limites operacionais e governança de agentes de IA.
Por Helena Motta 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
Observabilidade em APIs: o que monitorar para evitar falhas e ataques
Por Helena Motta 17 de março de 2026
As APIs deixaram de ser meros conectores entre sistemas para se tornarem componentes centrais das operações digitais modernas . Elas permitem que aplicações, serviços em nuvem e microserviços funcionem de forma integrada, sustentando desde transações financeiras até plataformas de consumo de dados em larga escala. Com essa importância, surge também um novo nível de exposição: falhas silenciosas ou ataques direcionados podem comprometer sistemas inteiros se não houver monitoramento adequado. A observabilidade em APIs surge como uma estratégia essencial para evitar falhas operacionais e reduzir riscos de segurança . Diferente do monitoramento tradicional, que se limita a acompanhar métricas pré-definidas, a observabilidade busca entender o estado interno do sistema a partir dos dados que ele gera, permitindo diagnósticos mais precisos e respostas mais rápidas.
Por Helena Motta 4 de março de 2026
A computação em nuvem deixou de ser apenas uma escolha tecnológica para se tornar a base operacional de muitas organizações. Aplicações críticas, bases de dados sensíveis e processos estratégicos hoje dependem de ambientes IaaS, PaaS e SaaS altamente distribuídos. Esse movimento ampliou a agilidade dos negócios, mas também expandiu significativamente a superfície de ataque. Em paralelo, relatórios recentes de grandes players como a Crowdstrike mostram que adversários estão cada vez mais focados em explorar ambientes cloud, especialmente por meio de credenciais comprometidas e falhas de configuração. Diante desse cenário, maturidade em Cloud Security passa a ser um tema estratégico. Não se trata apenas de possuir ferramentas de segurança, mas de entender o nível real de preparo da organização para prevenir, detectar e responder a ameaças em um ambiente dinâmico e descentralizado.
Por Helena Motta 25 de fevereiro de 2026
Por que dispositivos móveis viraram alvos estratégicos
Share by: