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SASE x SSE: entenda a diferença entre esses dois conceitos

Bruna Gomes
21 de junho de 2022

Já vimos aqui no blog que a pandemia fez com que as empresas buscassem cada vez mais por aplicações em nuvem para lidar com o trabalho remoto. Nesse contexto, no qual a agilidade e flexibilidade são essenciais para o bom funcionamento da organização, o Secure Access Service Edge (SASE) e o Security Service Edge (SSE) estão salvando as empresas nesses tempos. Especialistas acreditam que os dois conceitos, juntos, dominarão a segurança corporativa moderna e das redes. 


Mas, sabemos que o conceito de SASE e SSE podem ser difíceis de entender. E o que cada um dos conceitos significa e representa pode se confundir entre si, isso porque os dois conceitos estão interligados. No artigo de hoje, vamos explicar o que é o Secure Access Service Edge, o que é o Security Service Edge e qual a diferença entre esses dois conceitos. 

O que é SASE?

O SASE, criado em 2019 pelo Gartner, é a estrutura para projetar a arquitetura de segurança e de redes em um mundo no qual o uso das aplicações em nuvem acontece o tempo todo e em todos os lugares. Essa abordagem surgiu em busca de suprir as necessidades que as empresas encontraram com o avanço da transformação digital, pois ela permite segurança e rápida adoção à nuvem.


O próprio Gartner definiu SASE como um serviço de acesso seguro de borda que os líderes em segurança e gerenciamento de riscos precisam lidar com essa mudança na navegação. A estrutura SASE conta com as tecnologias necessárias, não só para atender à flexibilidade e economia do acesso à nuvem, mas também para se alinhar com a evolução das práticas de negócio.


A priorização da nuvem provocou mudanças na segurança da informação, já que não há mais um perímetro definido. E o SASE utiliza os princípios de Zero Trust para fornecer acesso seguro e confiável aos serviços, aplicações e dados da web, assim ele garante proteção contínua durante cada interação. Sendo assim, a arquitetura SASE se mostrou indispensável para as empresas atualmente. De acordo com o Gartner, até 2025, pelo menos 60% das empresas terão estratégias e cronogramas definidos para a adoção do SASE.

O que é SSE e qual sua relação com SASE?

Em 2021, o Gartner criou a terminologia Security Service Edge (SSE), que seria evolução do SASE. O SSE é um conjunto de tecnologias que integra e consolida a segurança para sustentar a jornada SASE de uma empresa. Ele se baseia em quatro pilares principais: Cloud Access Security Broker (CASB), Cloud Security Posture Management (CSPM), Zero Trust Network Access (ZTNA) e Data Loss Prevenion (DLP)


A Cryptoid, sugere uma maneira simples de entender o SSE, basta enxergá-lo, como “o lado seguro da força” do SASE. Ou seja, o SASE é uma estrutura para a transição de recursos de rede e de segurança em direção à nuvem. E o SSE é o conjunto de serviços que você pode adquirir hoje, fazendo o papel de integração, identificação e execução de um conjunto específico de serviços de segurança necessários para alcançar o SASE.

 

O SSE é a parte aplicável do SASE. Então, o SASE apoia a transformação de redes e de segurança que a adoção da nuvem causou. Mas, é com a ênfase certa no contexto de SSE que traz o sucesso na segurança da empresa, é o que realmente protege os dados e informações confidenciais contra ataques e ameaças dos hackers.

Qual a importância desses conceitos?

Com o surgimento da nuvem, surge também a necessidade de uma abordagem de segurança mais avançada. Agora, essa abordagem não está mais baseada no perímetro e utilizar apenas um firewall para evitar ataques não é mais suficiente. Por isso, é importante contar com práticas que auxiliem na utilização da nuvem com segurança, impedindo que os cibercriminosos prejudiquem as operações. Dessa forma, entendemos a importância de contar com a abordagem SASE e com o SSE.

 

Eles proporcionam o gerenciamento de acesso e de identificação, em busca de proteger os dispositivos, liberando o acesso apenas para os usuários corretos. É uma tecnologia que monitora os acessos, em tempo real, permitindo uma avaliação contínua de riscos e garantindo segurança além do perímetro. Além disso, esses conceitos permitem a integração e união de diversos recursos de segurança. O que facilita a gestão e controle da segurança da informação da sua empresa.

Através de uma arquitetura centralizada na nuvem, o SASE e o SSE permitem uma conexão remota segura dos usuários, dispositivos, aplicativos, entre outros. Um controle que merece um destaque extra é o DLP. Afinal em tempos de LGPD e GDPR, a preocupação com a segurança dos dados é prioridade. Sendo assim, no SSE, o tema DLP tem bastante destaque e a missão de entregar uma capacidade robusta de inspeção. Incluindo controles granulares de forma a permitir que as empresas implementem sua estratégia contra vazamento de dados de forma certeira.  A abordagem oferece uma segurança mais rápida e eficiente, pois todos os recursos de segurança são executados juntos e em uma única transação. Assim, é possível aproveitar todo o valor da nuvem com a integração de todos os serviços trabalhando juntos. 

 

Como vimos, a forma de navegação mudou e as empresas precisam acompanhar essa transformação para se manterem competitivas no mercado. Mas, é ainda mais importante zelar pela segurança da informação da sua empresa. E contar com práticas e tecnologias que te permitam crescer e inovar mantendo seus dados seguros de ataques cibercriminosos. 


Por Helena Motta 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
Observabilidade em APIs: o que monitorar para evitar falhas e ataques
Por Helena Motta 17 de março de 2026
As APIs deixaram de ser meros conectores entre sistemas para se tornarem componentes centrais das operações digitais modernas . Elas permitem que aplicações, serviços em nuvem e microserviços funcionem de forma integrada, sustentando desde transações financeiras até plataformas de consumo de dados em larga escala. Com essa importância, surge também um novo nível de exposição: falhas silenciosas ou ataques direcionados podem comprometer sistemas inteiros se não houver monitoramento adequado. A observabilidade em APIs surge como uma estratégia essencial para evitar falhas operacionais e reduzir riscos de segurança . Diferente do monitoramento tradicional, que se limita a acompanhar métricas pré-definidas, a observabilidade busca entender o estado interno do sistema a partir dos dados que ele gera, permitindo diagnósticos mais precisos e respostas mais rápidas.
Por Helena Motta 4 de março de 2026
A computação em nuvem deixou de ser apenas uma escolha tecnológica para se tornar a base operacional de muitas organizações. Aplicações críticas, bases de dados sensíveis e processos estratégicos hoje dependem de ambientes IaaS, PaaS e SaaS altamente distribuídos. Esse movimento ampliou a agilidade dos negócios, mas também expandiu significativamente a superfície de ataque. Em paralelo, relatórios recentes de grandes players como a Crowdstrike mostram que adversários estão cada vez mais focados em explorar ambientes cloud, especialmente por meio de credenciais comprometidas e falhas de configuração. Diante desse cenário, maturidade em Cloud Security passa a ser um tema estratégico. Não se trata apenas de possuir ferramentas de segurança, mas de entender o nível real de preparo da organização para prevenir, detectar e responder a ameaças em um ambiente dinâmico e descentralizado.
Por Helena Motta 25 de fevereiro de 2026
Por que dispositivos móveis viraram alvos estratégicos
Por Helena Motta 11 de fevereiro de 2026
Durante muito tempo, segurança de rede foi praticamente sinônimo de proteger o perímetro. Bastava ter um bom firewall na entrada e organizar os ativos internos por zonas relativamente estáticas. Esse modelo funcionava bem quando aplicações estavam concentradas em data centers próprios, usuários trabalhavam majoritariamente dentro da empresa e os fluxos de comunicação eram previsíveis. Esse cenário mudou radicalmente. Hoje, a maioria das organizações opera em ambientes híbridos, multi-cloud, com workloads distribuídos, colaboradores remotos, APIs expostas e integrações constantes com terceiros. Nesse contexto, ataques modernos deixaram de focar apenas no ponto inicial de invasão e passaram a explorar, de forma sistemática, a movimentação lateral dentro das redes. Esse padrão é amplamente documentado em relatórios de ameaças da CrowdStrike, no Verizon Data Breach Investigations Report e no framework MITRE ATT&CK, todos reconhecidos como referências na área. É justamente nesse ponto que segmentação e microsegmentação deixam de ser apenas boas práticas técnicas e passam a ser elementos estratégicos da arquitetura de segurança.
Por Helena Motta 28 de janeiro de 2026
A nuvem se consolidou como base da infraestrutura digital moderna. Aplicações críticas, dados sensíveis e processos centrais de negócio estão cada vez mais distribuídos entre provedores de cloud, ambientes SaaS e data centers locais. Esse modelo trouxe escalabilidade, velocidade e redução de custos, mas também expandiu de forma significativa a superfície de ataque. Com o crescimento de ambientes híbridos e multicloud, a complexidade operacional aumentou. Empresas passaram a lidar simultaneamente com diferentes arquiteturas, modelos de segurança, políticas de acesso e mecanismos de monitoramento. Nesse contexto, surge uma percepção equivocada: a de que “a nuvem é segura por padrão”. Embora provedores ofereçam infraestrutura robusta, a responsabilidade pela proteção de dados, acessos, configurações e aplicações continua sendo da organização. O resultado é um aumento dos riscos operacionais e de segurança. Atacantes exploram lacunas entre ambientes, erros de configuração e identidades mal gerenciadas. A nuvem, longe de ser apenas um recurso tecnológico, torna-se um novo campo estratégico de defesa cibernética.
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