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Mobile Security: 4 motivos para você proteger os dispositivos móveis

Bruna Gomes
31 de janeiro de 2023

Os dispositivos móveis tomaram conta do nosso cotidiano e também são uma realidade na relação entre os funcionários e a empresa. Eles tornam tudo mais ágil e prático, permite que o funcionário acesse a rede corporativa ou participe de uma reunião em qualquer lugar que esteja. Mas, também apresentam o lado negativo: podem ser alvos de vários crimes digitais, deixando a organização mais vulnerável. E nesse contexto que entra a mobile security.

 

A segurança das informações pessoais e comerciais agora armazenadas em smartphones é uma preocupação crescente. Por isso, contar com a proteção e segurança dos dispositivos móveis é essencial. No artigo de hoje, vamos entender o que é a mobile security e apresentar os principais motivos para você contar com esse tipo de proteção. Continue a leitura!

O que é mobile security?

Com a popularização do trabalho remoto, devido a pandemia, as empresas passaram a contar com um grande número de endpoints (dispositivos finais conectados à rede). E com tantos endpoints conectados, há a necessidade de proteger cada um deles de possíveis ataques, afinal, os endpoints são pontos suscetíveis para a entrada de cibercriminosos. Por isso, as empresas tendem a contar com soluções de Endpoint Security para evitar ataques. Mas, vale ressaltar, que os dispositivos móveis não podem ser esquecidos ou negligenciados.

 

Nesse contexto, existe a mobile security. Traduzindo do inglês significa “segurança móvel”, ou seja, é a segurança de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. A mobile security representa um conjunto de soluções que busca proteger esses dispositivos contra ameaças associadas à computação sem fio. Além de possuir essa função de proteção, algumas soluções de mobile security possuem recursos de antifurto, bloqueio de SMS, localização de aparelhos perdidos e outros.

 

Os dispositivos móveis são ótimos alvos para os cibercriminosos, pois muitas vezes não contam com a proteção necessária e permitem fácil acesso a rede da organização. Esses aparelhos costumam ser utilizados em todos os setores da empresa, seja no formato tradicional, no qual a organização disponibiliza o aparelho para o colaborador, ou no formato BYOD, no qual os funcionários utilizam seus próprios aparelhos.

 

Por isso, existe uma grande necessidade de proteção de dados nesses dispositivos. E existem formas de manter os dados dos usuários e da organização seguros com algumas funções importantes de mobile security. Com a adoção dessa solução, sua empresa pode garantir a segurança dos aparelhos móveis que os colaboradores utilizam.

Quais as funções de mobile security?

Além de algumas funções já citadas, uma solução de mobile security conta com:

 

  • Detecção e eliminação de ameaças dos dispositivos móveis;
  • Análise automática dos arquivos baixados;
  • Verificação contínua dos arquivos armazenados;
  • Investigação de links, mensagens e anexos suspeitos.


Também podemos dividir a mobile security em 3 grandes pilares que uma boa solução desse tipo deve contar. São eles:

 

  1. Proteção de apps e arquivos: Detecção e bloqueio de downloads de apps e arquivos com conteúdo potencialmente malicioso em tempo real;
  2. Proteção no acesso às redes: Proteção contra phishing, bloqueio do acesso a sites maliciosos, bloqueio de acesso ao ambiente corporativo de dispositivos infectados, criação de políticas de acesso a websites, proteção de acesso a redes wi-fi inseguras;
  3. Proteção do dispositivo e dos sistemas operacionais: Gestão de vulnerabilidades (CVEs), proteção de configurações, prevenir jailbrakings, localizar e/ou formatar à distância dispositivos perdidos.

Motivos para investir em mobile security

À medida que o home office cresceu, aumentou também a quantidade de ataques cibercriminosos. Isso porque, como vimos, os hackers enxergam grandes oportunidades nesses dispositivos que talvez não estejam sendo protegidos. Quando os dispositivos móveis não contam com a proteção necessárias, eles deixam a organização vulnerável a diversas formas de perda de dados. Confira abaixo 4 motivos para você investir em uma solução de mobile security.

Informações confidenciais:

 

Os dispositivos móveis utilizados pelos colaboradores, seja no formato BOYD ou não, armazenam grande parte da vida desses usuários. Eles possuem contatos, e-mails, fotografias, aplicativos de banco, entre outras informações confidenciais. E além dessas informações pessoais do usuário, o dispositivo também armazenas as informações e dados confidenciais da organização. Ou seja, os smartphones possuem informações valiosos sobre o usuário e sobre a empresa, por isso é importante protege-los dos diferentes tipos de ameaças.

WhatsApp:

 

Hoje em dia, o WhatsApp é um aplicativo quase essencial na vida da maioria dos brasileiros. Os hackers perceberam isso e começaram a se aproveitar do uso massivo da ferramenta para promover ataques criminosos.  Assim como eles se aproveitam do e-mail para propagar ameaças, o WhatsApp também se tornou um veículo de grande risco, ainda mais por possuir a função de enviar arquivos de diferentes extensões. Então, essa é uma ferramenta muito utilizada pelos usuários e que deixa a organização vulnerável a tentativas de phising e outros ataques direcionados.

Ransomware e outras ameaças:

 

Existem diversos tipos de riscos cibernéticos. Os hackers podem monitorar discretamente um dispositivo e coletar dados de forma silenciosa (spywares), podem causar danos a um smartphone, servidor ou usuário (malwares) e podem acessar a rede, criptografar as informações e solicitar resgate para devolvê-las (ransomware) . Em geral, essas ameaças estão associadas a infecções por equipamentos de escritório, porém existem variantes de ransomware, por exemplo, que busca atacar os dispositivos móveis. Existem diversos tipos de códigos maliciosos capazes de afetar os dispositivos móveis também, por isso é essencial protegê-los.

Roubo ou furto:

 

Além dos ataques cibercriminosos, também existem os roubos e furtos que podem acontecer nas ruas, em transportes públicos etc. Nesses casos, o ladrão pode encontrar informações ainda mais valiosas que estão armazenadas nos dispositivos móveis, como contas bancárias, dados confidenciais da empresa, entre outros. Por isso, é importante proteger as informações contidas nesses aparelhos, não só para se manter protegido em casos de ataque cibernético, mas também em casos de roubo ou furto.

Como proteger os dispositivos móveis

Agora que você entendeu o que é mobile security e a importância de uma solução como essa para a sua organização, vamos deixar algumas dicas de como minimizar os riscos de ataques aos dispositivos móveis. O mais importante é que a empresa oriente seus funcionários a terem certos cuidados na utilização do dispositivo, são eles:


  • Manter o backup em nuvem atualizado;
  • Baixar aplicativos apenas pelas lojas oficiais do sistema;
  • Utilizar somente redes Wi-Fi seguras;
  • Não navegar em sites suspeitos;
  • Utilizar a autenticação de dois fatores nos aplicativos;
  • Manter o sistema operacional do dispositivo atualizado;
  • Possuir um antivírus eficiente instalado.

 

Essas são dicas importantes para que os colaboradores evitem riscos de ataques aos seus dispositivos móveis. Porém, é importante que a organização conte com a mobile security e com o conjunto de soluções que ela oferece para proteger esses dispositivos das ameaças cibernéticas.


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A discussão recente sobre inteligência artificial e cibersegurança esteve concentrada por muito tempo em uma pergunta: a IA será capaz de realizar um ataque cibernético? O episódio envolvendo a OpenAI e a Hugging Face mostra que essa pergunta já não é suficiente. Em julho de 2026, a OpenAI informou que agentes de inteligência artificial utilizados em uma avaliação interna conseguiram explorar vulnerabilidades, sair de um ambiente de testes isolado, obter acesso à internet e comprometer parte da infraestrutura da Hugging Face. A própria empresa classificou o caso como um incidente cibernético sem precedentes. A própria OpenAI classificou o episódio como um  incidente cibernético sem precedentes , expressão que também ganhou destaque na cobertura da UOL/AFP sobre o caso. O caso não significa que uma IA tenha desenvolvido consciência, intenção própria ou vontade de atacar uma organização. Os agentes estavam orientados a alcançar um objetivo definido durante um teste de capacidade cibernética. O problema é que, para cumprir essa tarefa, encontraram caminhos que ultrapassaram os limites esperados pelos pesquisadores. Essa diferença é importante. O risco não está em uma máquina “decidir se rebelar”, como algumas interpretações sugerem. Está na capacidade de sistemas autônomos encontrarem meios inesperados para atingir uma meta, especialmente quando possuem acesso a ferramentas, credenciais, ambientes corporativos e recursos computacionais. Para as empresas, o incidente deixa dois alertas. O primeiro está relacionado ao avanço do pentest com inteligência artificial. O segundo envolve a governança dos agentes de IA que já começam a fazer parte das operações corporativas. O episódio também ganhou repercussão internacional por mostrar que capacidades antes observadas principalmente em avaliações controladas já podem produzir consequências em infraestruturas reais. A cobertura da BBC News Brasil sobre o incidente ajuda a contextualizar por que o caso ampliou o debate sobre autonomia, limites operacionais e governança de agentes de IA.
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Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
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A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
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