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Trabalho remoto: como garantir a segurança das equipes?

Bruna Gomes
30 de janeiro de 2024

A dinâmica do dia a dia do trabalho mudou muito nos últimos 5 anos. Durante esse período, muitas empresas adotaram os modelos remoto e híbrido, principalmente devido a pandemia. Com esse contexto, equipes de TI e Segurança da Informação passaram a possuir novos desafios. Entre eles, conseguir que as operações das empresas ocorressem de maneira tranquila, continua e, em especial, de maneira segura.

 

No artigo de hoje, vamos falar sobre meios de garantir a segurança de equipes que trabalham seguindo o modelo remoto.

Qual o principal desafio do trabalho remoto?

Para entender como proteger sua equipe e seus dados de possíveis ameaças relacionadas ao trabalho remoto, é necessário conhecer os desafios que esse modelo de trabalho pode trazem. Alguns dos mais comuns são:

  • Conexões não seguras:


Muitos funcionários acessam redes públicas ou não seguras ao trabalhar remotamente, aumentando o risco interceptação de dados. O uso de VPNs pode ajudar a mitigar esse problema.

  • Dispositivos não seguros:


Funcionários podem estar usando dispositivos pessoais ou não atualizados para acessar informações corporativas, o que pode criar vulnerabilidades de segurança. Implementar políticas de segurança de dispositivos é essencial.

  • Falta de controle físico:


Em um ambiente remoto, é difícil para as empresas controlarem fisicamente os dispositivos e o acesso físico aos dados. Isso aumenta o desafio de garantir a segurança.

  • Riscos de phishing :


Trabalhadores remotos podem ser alvos mais fáceis para ataques de phishing, pois podem não ter a mesma proteção de rede que têm nos ambientes corporativos. A conscientização sobre segurança é crucial.

  • Colaboração online:


O uso generalizado de ferramentas de colaboração online pode introduzir riscos de segurança, especialmente se não forem configuradas ou gerenciadas corretamente. É importante garantir que essas ferramentas estejam seguras.

  • Problemas de conformidade:


O trabalho remoto pode criar desafios para manter a conformidade com regulamentações de segurança e privacidade, especialmente em setores altamente regulamentados.

  • Acesso não autorizado:


A gestão de acesso torna-se mais complexa quando os funcionários estão fora do ambiente corporativo. Garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a informações sensíveis é crucial.

  • Monitoramento limitado:


O monitoramento das atividades dos funcionários pode ser mais desafiador no trabalho remoto, o que pode resultar em atrasos na detecção de comportamentos suspeitos.

  • Roubo ou perda de dispositivos:


Dispositivos utilizados fora do escritório estão mais sujeitos a roubos ou perdas, o que pode resultar em comprometimento de dados se não estiverem adequadamente protegidos.

  • Questões de privacidade:


Equilibrar a necessidade de monitoramento e segurança com a privacidade dos funcionários pode ser um desafio delicado.

  • Infraestrutura de TI mais distribuída:


A infraestrutura de TI distribuída pode dificultar a aplicação consistente de políticas de segurança e a implementação de atualizações de segurança em toda a organização.

Se prestarmos atenção, o maior desafio para empresas é o fator humano e a falta da infraestrutura física da empresa. A casa do colaborador não é protegida por um firewall específico e servidores físicos com camadas de proteção. Além disso, os dados passam a estar armazenados em plataformas de nuvem para facilitam tanto o compartilhamento entre a equipe, quanto o vazamento de dados e ataques de phishing.

Como garantir a segurança da empresa no trabalho remoto?

Garantir o trabalho remoto seguro para todos os colaboradores é uma das principais obrigações de uma empresa, já que isso afeta diretamente a integridade das operações da empresa. Ataques cibernéticos afetam diretamente a produtividade da equipe e podem gerar perdas financeiras consideráveis. Com isso, é necessário que a empresa tome medidas de proteção para prevenir e combater esses ataques. Aqui estão algumas práticas recomendadas:

  • Usar uma conexão segura:

Certifique-se de que os funcionários usem conexões seguras à internet, preferencialmente por meio soluções de Zero Trust (ZTNA) para garantir o acesso seguro a rede em qualquer lugar.

  • Atualizar regularmente:


Mantenha todos os dispositivos e softwares atualizados com as últimas correções de segurança. Isso inclui sistemas operacionais, antivírus, firewalls e outros aplicativos relevantes.

  • Autenticação forte:

 

Implemente autenticação de dois fatores (2FA) sempre que possível. Isso adiciona uma camada extra de segurança além das senhas convencionais.

  • Políticas de senhas robustas:


Exija senhas fortes e instrua os funcionários a atualizá-las regularmente. Evite senhas fáceis de adivinhar e encoraje a utilização de frases de senha ou combinações de caracteres complexas.

  • Treinamento de conscientização em segurança:


Eduque os funcionários sobre práticas seguras, como reconhecimento de phishing, identificação de links suspeitos e a importância de manter a segurança das informações confidenciais.

  • Controle de acesso:


Atribua permissões de acesso de acordo com as responsabilidades específicas de cada funcionário. Evite conceder mais acessos do que o necessário para realizar suas tarefas.

  • Backup regular de dados:


Implemente políticas de backup regulares para garantir a recuperação de dados em caso de perda, seja por falha técnica, ataque de malware ou outra eventualidade.

  • Criptografia de dados:

 

Utilize a criptografia para proteger dados sensíveis durante o armazenamento e a transmissão. Isso é especialmente importante ao lidar com informações confidenciais.

  • Monitoramento de atividades:

 

Implemente ferramentas de monitoramento para acompanhar atividades suspeitas ou não autorizadas nos sistemas da empresa. Isso ajuda a detectar possíveis violações de segurança.

  • Políticas de segurança da informação:


Desenvolva e comunique políticas claras de segurança da informação para todos os funcionários. Certifique-se de que compreendam as práticas seguras e as consequências de violações.

  • Dispositivos seguros:


Incentive o uso de dispositivos corporativos seguros para o trabalho remoto, e evite o uso de dispositivos pessoais para acesso a informações sensíveis, sempre que possível.

Ao adotar essas medidas, sua empresa estará melhor preparada para garantir a segurança de dados durante o trabalho remoto. Essas práticas ajudam a reduzir os riscos de violações de segurança e protegem as informações cruciais para o funcionamento da organização.

Conclusão

Para garantir a segurança do trabalho remoto com eficiência, é necessário juntar soluções pensadas para as necessidades da corporação e o treinamento e conscientização dos colaboradores. Essa junção é importante para garantir que tanto ataques ativos e passivos não cheguem aos dados e permitir que as operações da empresa sigam de forma tranquila. Se deseja investir no aumento da segurança da sua empresa, fale dos especialistas da Contacta e marque uma conversa para entender as quais são as soluções ideias para o seu negócio.


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Quando pensamos em ransomware, ainda é comum imaginar um hacker trabalhando sozinho, desenvolvendo um malware e procurando uma empresa vulnerável para atacar. Porém, essa imagem está cada vez mais distante da realidade. Hoje, muitas operações de ransomware fazem parte de um ecossistema estruturado, com desenvolvedores, operadores, afiliados, fornecedores de acesso, infraestrutura própria e modelos de divisão de receita. A Fortinet descreve essa evolução como uma industrialização do cibercrime , marcada por especialização de funções, automação e estruturas capazes de transformar acessos comprometidos em lucro de forma cada vez mais eficiente. Um dos principais responsáveis por essa transformação é o Ransomware-as-a-Service (RaaS) . Mais do que uma nova maneira de distribuir malware, o RaaS criou um modelo no qual diferentes criminosos podem participar de partes específicas de uma operação sem precisar dominar todo o processo de ataque.
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Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
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Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
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A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
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Por Helena Motta 4 de março de 2026
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