Layout do blog

Cibersegurança no varejo

Bruna Gomes
10 de setembro de 2024

Nessa era digital, a cibersegurança se tornou um fator crucial para o setor de varejo. Com a expansão contínua do comércio eletrônico e o aumento da digitalização dos serviços de varejo, as oportunidades para cibercriminosos só crescem. E a pandemia ainda acelerou essa transformação, empurrando mais negócios e consumidores para plataformas online, onde a troca de informações pessoais e financeiras se tornou rotina.


No entanto, esse aumento no tráfego online também trouxe um aumento correspondente em ataques cibernéticos, tornando o varejo um dos principais alvos para violações de dados e outras formas de exploração cibernética. No artigo de hoje, exploraremos a importância da cibersegurança no varejo, discutindo os desafios enfrentados pelo setor e oferecendo estratégias eficazes para mitigar esses riscos. Continue a leitura!



Importância da cibersegurança nesse setor


A pandemia de COVID-19 acelerou significativamente a digitalização no setor de varejo, impulsionando uma migração em massa para o comércio eletrônico e serviços online. No período pós-pandemia, essa tendência não apenas se manteve, mas também expandiu, com consumidores cada vez mais optando por conveniência e rapidez nas compras online. Este aumento no volume de transações digitais, no entanto, também elevou a exposição dos varejistas a riscos cibernéticos.


Importância da cibersegurança nesse setor


Dessa forma, devido à quantidade de dados sensíveis que processam, incluindo informações pessoais e financeiras de clientes, os varejistas se tornam alvos prioritários para os cibercriminosos. De acordo com um relatório realizado pela IBM em 2023, o setor de varejo foi o mais visado por ataques cibernéticos no Brasil em 2022. 


A cibersegurança, portanto, é fundamental para esse setor, já que proteger as infraestruturas tecnológicas e as informações sensíveis contra acessos não autorizados é crucial para manter a operacionalidade, a competitividade e a credibilidade do negócio. Neste cenário de riscos crescentes, a capacidade de uma organização de varejo para proteger seus ativos digitais e físicos define não apenas seu sucesso, mas também sua sobrevivência. 



Desafios da cibersegurança no varejo


Como vimos, a digitalização trouxe inúmeras vantagens para o varejo, mas também expôs o setor a uma variedade de ameaças cibernéticas. Aqui estão alguns dos principais desafios de cibersegurança enfrentados pelo varejo:


  • Ameaças internas e externas: O varejo enfrenta ameaças tanto de agentes internos quanto externos. Funcionários mal-intencionados podem acessar indevidamente informações confidenciais, enquanto hackers externos podem empregar técnicas, como ransomware e ataques de phishing, para infiltrar-se nos sistemas de TI.


  • Gerenciamento de dados em grande escala: Os varejistas coletam e armazenam quantidades enormes de dados dos clientes, incluindo informações pessoais e financeiras. Gerenciar esses dados de forma segura, garantindo a proteção contra acessos não autorizados e violações, é um desafio significativo.


  • Proteção de sistemas de pagamento: Os sistemas de pagamento são alvos atrativos para cibercriminosos devido ao acesso direto a informações financeiras valiosas. Garantir a segurança desses sistemas é crítico, especialmente com o aumento do uso de pagamentos móveis e carteiras digitais, que introduzem novas vulnerabilidades.


  • Integração de tecnologias emergentes: À medida que o varejo adota novas tecnologias, como IoT e inteligência artificial, novas superfícies de ataque são criadas. Cada nova tecnologia introduzida precisa ser acompanhada de estratégias de segurança adequadas para mitigar potenciais riscos de segurança



  • Aumento de ataques direcionados: O varejo tem sido alvo de ataques direcionados cada vez mais sofisticados. Os cibercriminosos estão utilizando táticas avançadas que podem contornar as medidas de segurança tradicionais, exigindo que os varejistas estejam sempre um passo à frente em suas estratégias de cibersegurança.


Boas práticas de cibersegurança para o varejo


À medida que o varejo se torna cada vez mais digital, adotar boas práticas de cibersegurança é essencial para proteger tanto os ativos da empresa quanto a privacidade dos clientes. Separamos algumas das melhores práticas recomendadas para reforçar a segurança no setor de varejo:


Boas práticas de cibersegurança para o varejo


  1. Treinamento e conscientização: O fator humano muitas vezes é o elo mais fraco na segurança cibernética. É vital que todos os funcionários, desde a equipe de chão de loja até a alta gerência, recebam treinamento regular sobre os fundamentos da segurança cibernética, incluindo como reconhecer e responder a tentativas de phishing e outras formas de engenharia social.
  2. Fortalecimento da segurança dos dados: Implementar políticas rigorosas de controle de acesso e autenticação, como a autenticação multifatorial (MFA), para garantir que apenas pessoal autorizado tenha acesso a informações sensíveis. Além disso, a criptografia de dados, tanto em repouso quanto em trânsito, deve ser padrão para proteger os dados dos clientes.
  3. Manutenção e atualizações de segurança: Manter os sistemas operacionais, softwares e qualquer hardware relacionado à rede atualizados é crucial para proteger contra vulnerabilidades conhecidas. Isso inclui a instalação de patches de segurança assim que se tornam disponíveis.
  4. Monitoramento e resposta a incidentes: Estabelecer um sistema de monitoramento contínuo para detectar atividades suspeitas e potenciais violações de segurança. Além disso, ter um plano de resposta a incidentes claramente definido é crucial para minimizar o impacto de qualquer violação de segurança.
  5. Parcerias com especialistas em segurança: Para os varejistas que buscam uma abordagem de segurança ainda mais estratégica, considerar uma parceria com especialistas é uma excelente estratégia. A Contacta oferece suporte especializado e customizado, garantindo que as práticas de segurança estejam alinhadas com as necessidades específicas do seu negócio.


Adotar estas práticas não só fortalece a segurança do varejo contra ataques cibernéticos, mas também contribui para construir a confiança dos clientes, garantindo-lhes que suas informações estão protegidas. 


Conclusão


Sabemos que a transição para o ambiente online traz consigo uma série de desafios de segurança que requerem atenção e estratégias para combater eficazmente. No setor varejista isso não é diferente. De ataques de phishing altamente personalizados a sofisticadas brechas de segurança, os varejistas enfrentam ameaças emergentes que podem prejudicar seriamente a operacionalidade.



Ao priorizar a cibersegurança, os varejistas não apenas protegem seus ativos e clientes, mas também reforçam sua posição no mercado competitivo, demonstrando compromisso com a segurança e a confiança do consumidor. Portanto, é essencial que o setor de varejo continue a investir e aprimorar suas capacidades de cibersegurança para navegar com sucesso em um mundo cada vez mais digital e interconectado.



Por Helena Motta 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
Observabilidade em APIs: o que monitorar para evitar falhas e ataques
Por Helena Motta 17 de março de 2026
As APIs deixaram de ser meros conectores entre sistemas para se tornarem componentes centrais das operações digitais modernas . Elas permitem que aplicações, serviços em nuvem e microserviços funcionem de forma integrada, sustentando desde transações financeiras até plataformas de consumo de dados em larga escala. Com essa importância, surge também um novo nível de exposição: falhas silenciosas ou ataques direcionados podem comprometer sistemas inteiros se não houver monitoramento adequado. A observabilidade em APIs surge como uma estratégia essencial para evitar falhas operacionais e reduzir riscos de segurança . Diferente do monitoramento tradicional, que se limita a acompanhar métricas pré-definidas, a observabilidade busca entender o estado interno do sistema a partir dos dados que ele gera, permitindo diagnósticos mais precisos e respostas mais rápidas.
Por Helena Motta 4 de março de 2026
A computação em nuvem deixou de ser apenas uma escolha tecnológica para se tornar a base operacional de muitas organizações. Aplicações críticas, bases de dados sensíveis e processos estratégicos hoje dependem de ambientes IaaS, PaaS e SaaS altamente distribuídos. Esse movimento ampliou a agilidade dos negócios, mas também expandiu significativamente a superfície de ataque. Em paralelo, relatórios recentes de grandes players como a Crowdstrike mostram que adversários estão cada vez mais focados em explorar ambientes cloud, especialmente por meio de credenciais comprometidas e falhas de configuração. Diante desse cenário, maturidade em Cloud Security passa a ser um tema estratégico. Não se trata apenas de possuir ferramentas de segurança, mas de entender o nível real de preparo da organização para prevenir, detectar e responder a ameaças em um ambiente dinâmico e descentralizado.
Por Helena Motta 25 de fevereiro de 2026
Por que dispositivos móveis viraram alvos estratégicos
Por Helena Motta 11 de fevereiro de 2026
Durante muito tempo, segurança de rede foi praticamente sinônimo de proteger o perímetro. Bastava ter um bom firewall na entrada e organizar os ativos internos por zonas relativamente estáticas. Esse modelo funcionava bem quando aplicações estavam concentradas em data centers próprios, usuários trabalhavam majoritariamente dentro da empresa e os fluxos de comunicação eram previsíveis. Esse cenário mudou radicalmente. Hoje, a maioria das organizações opera em ambientes híbridos, multi-cloud, com workloads distribuídos, colaboradores remotos, APIs expostas e integrações constantes com terceiros. Nesse contexto, ataques modernos deixaram de focar apenas no ponto inicial de invasão e passaram a explorar, de forma sistemática, a movimentação lateral dentro das redes. Esse padrão é amplamente documentado em relatórios de ameaças da CrowdStrike, no Verizon Data Breach Investigations Report e no framework MITRE ATT&CK, todos reconhecidos como referências na área. É justamente nesse ponto que segmentação e microsegmentação deixam de ser apenas boas práticas técnicas e passam a ser elementos estratégicos da arquitetura de segurança.
Por Helena Motta 28 de janeiro de 2026
A nuvem se consolidou como base da infraestrutura digital moderna. Aplicações críticas, dados sensíveis e processos centrais de negócio estão cada vez mais distribuídos entre provedores de cloud, ambientes SaaS e data centers locais. Esse modelo trouxe escalabilidade, velocidade e redução de custos, mas também expandiu de forma significativa a superfície de ataque. Com o crescimento de ambientes híbridos e multicloud, a complexidade operacional aumentou. Empresas passaram a lidar simultaneamente com diferentes arquiteturas, modelos de segurança, políticas de acesso e mecanismos de monitoramento. Nesse contexto, surge uma percepção equivocada: a de que “a nuvem é segura por padrão”. Embora provedores ofereçam infraestrutura robusta, a responsabilidade pela proteção de dados, acessos, configurações e aplicações continua sendo da organização. O resultado é um aumento dos riscos operacionais e de segurança. Atacantes exploram lacunas entre ambientes, erros de configuração e identidades mal gerenciadas. A nuvem, longe de ser apenas um recurso tecnológico, torna-se um novo campo estratégico de defesa cibernética.
Share by: