5 dicas para garantir uma infraestrutura de TI segura em 2025

Bruna Gomes
10 de dezembro de 2024

A infraestrutura de TI de uma organização está cada vez mais integrada as operações diárias e se torna alvo para uma variedade de ameaças cibernéticas. Em 2025, esses riscos são previstos para aumentar, tornando a segurança de TI ainda mais crítica.



Neste cenário, a segurança da infraestrutura de TI é uma necessidade estratégica que impulsiona o sucesso e a estabilidade das empresas. Neste artigo, exploraremos cinco dicas essenciais para garantir que sua infraestrutura de TI esteja segura e pronta para enfrentar os desafios do próximo ano. Continue a leitura!

Importância da infraestrutura de TI

Cada vez mais a infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) das organizações assume um papel central, não apenas no dia a dia operacional, mas também na proteção contra ameaças cibernéticas. Uma infraestrutura de TI segura é crucial para as organizações de todos os tamanhos, pois serve como a espinha dorsal de todas as operações digitais, desde a comunicação interna até o atendimento ao cliente e o processamento de transações.


A falta de uma gestão eficaz da infraestrutura de TI pode levar a várias complicações sérias, como vulnerabilidades à ataques cibernéticos, falhas de sistema e perdas de dados críticos. Esses problemas não apenas afetam a eficiência operacional, mas também podem ter impactos financeiros devastadores e prejudicar a reputação da empresa no mercado.


Segundo uma pesquisa da IBM, entre 2015 e 2020, os setores financeiros e de seguros estiveram entre os principais alvos de cibercriminosos globalmente. Esta estatística ressalta a atratividade desses setores devido às grandes quantidades de dados financeiros sensíveis que eles gerenciam. A pesquisa também revelou que 70% dos ataques cibernéticos foram direcionados a bancos, enquanto 14% afetaram outras instituições financeiras.


Ou seja, garantir a segurança da infraestrutura de TI não é apenas uma medida de proteção; é uma estratégia de negócios essencial. Investir em segurança cibernética, atualizar regularmente os sistemas e protocolos de segurança, e adotar práticas de gestão de riscos são passos fundamentais para proteger as organizações contra as crescentes ameaças digitais. Além disso, uma infraestrutura de TI segura e confiável fortalece a posição competitiva da empresa, garantindo que ela possa operar de maneira eficaz e contínua em um ambiente de mercado cada vez mais dependente de tecnologia.  

Dicas para garantir uma infraestrutura segura

Proteger a infraestrutura de TI de uma organização é crucial para manter a integridade dos dados e a continuidade dos negócios. Aqui estão cinco dicas fundamentais para garantir uma infraestrutura de TI segura em 2025:



Dicas para garantir uma infraestrutura segura em 2025



1. Realize auditorias de segurança com IA: Em 2025, a utilização de inteligência artificial para realizar auditorias de segurança será uma prática comum. Essas tecnologias permitem análises mais profundas e frequentes, identificando padrões anômalos que podem indicar tentativas de intrusão ou falhas de segurança antes que elas se tornem críticas.


2. Implemente controle de acesso baseado em riscos: Avance além do controle de acesso baseado em funções, adotando sistemas que avaliam o risco em tempo real. Essa abordagem usa aprendizado de máquina para ajustar as permissões de acesso com base no comportamento do usuário, localização e outros contextos dinâmicos, proporcionando uma camada adicional de segurança.


3. Utilize criptografia para proteger dados em trânsito e em repouso: Utilizar criptografia para proteger dados em repouso—ou seja, dados armazenados em discos, servidores ou na nuvem—assegura que informações confidenciais sejam inacessíveis para pessoas não autorizadas, mesmo em caso de violações. Para dados em trânsito, que se movem através da internet ou outras redes, a criptografia deve garantir que os dados permaneçam protegidos de interceptações ou manipulações durante a transferência.


4. Mantenha sistemas e softwares atualizados: Utilize ferramentas automatizadas para manter seus sistemas e software atualizados. Em 2025, a previsão é que a automação desempenhará um papel crítico na aplicação de patches e atualizações, reduzindo o tempo de resposta e a intervenção humana, o que aumenta a eficácia e a consistência das atualizações de segurança.


5. Desenvolva um plano de resposta a incidentes: A preparação para incidentes de segurança incluirá simulações avançadas e testes de penetração contínuos usando técnicas de inteligência artificial para imitar ataques cibernéticos e testar a resiliência da infraestrutura. Isso ajudará a identificar pontos fracos e a melhorar os planos de resposta de forma proativa.


Estas estratégias para 2025 ajudam a antecipar as tendências tecnológicas e a adaptar as práticas de segurança para enfrentar as ameaças emergentes de uma forma mais eficaz e proativa. 


Desafios futuros em segurança de TI

À medida que avançamos em direção a 2025, o panorama de segurança de TI está se tornando cada vez mais complexo. Os avanços tecnológicos e as mudanças nas práticas de trabalho oferecem tanto oportunidades quanto novos desafios de segurança para as organizações. Aqui estão algumas das principais áreas que precisarão de atenção especial para manter uma infraestrutura de TI segura:


  • Evolução da Inteligência Artificial e aprendizado de máquina: A inteligência artificial e o aprendizado de máquina estão no centro de muitas inovações tecnológicas, mas também são ferramentas cada vez mais utilizadas por cibercriminosos para desenvolver ataques mais sofisticados e automatizados. As organizações precisarão de sistemas de detecção e resposta avançados que possam antecipar e neutralizar ameaças automatizadas.
  • Expansão do IoT e dispositivos conectados: A proliferação de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT) amplia significativamente a superfície de ataque das organizações. Cada dispositivo conectado pode ser um ponto de entrada potencial para seguranças. É importante que as empresas implementem políticas de segurança que incluam a segurança de IoT.
  • Adaptação às regulamentações e compliance: As regulamentações sobre proteção de dados estão se tornando mais rigorosas em todo o mundo. Organizações globais devem estar preparadas para adaptar suas políticas e procedimentos conforme as mudanças nas leis para evitar penalidades e manter a conformidade. Isso requer uma constante vigilância e atualização das práticas de segurança de dados.
  • Gerenciamento de segurança em ambientes multi-cloud e híbridos: À medida que mais organizações adotam soluções de nuvem híbrida e multi-cloud, gerenciar a segurança de forma coesa torna-se um desafio. A integração de segurança entre diferentes plataformas e provedores requer uma estratégia coordenada que garanta a visibilidade e o controle consistentes dos dados e aplicações.


Para enfrentar esses desafios, as organizações precisarão não só de tecnologia avançada, mas também de uma equipe bem preparada. Investir em treinamento contínuo para equipes de segurança e em tecnologias de ponta será essencial para detectar precocemente as ameaças e responder eficazmente. A colaboração com parceiros de cibersegurança, como a Contacta, pode oferecer o suporte necessário para navegar neste ambiente complexo e proteger efetivamente os ativos digitais da empresa.

Conclusão

As organizações que desejam prosperar em um ambiente digital cada vez mais complexo e ameaçado devem priorizar a implementação de estratégias de segurança. A segurança da infraestrutura de TI não é apenas uma questão técnica, mas uma estratégia empresarial essencial que protege seus ativos mais valiosos e sustenta sua operação e crescimento. As consequências de negligenciar essas práticas podem ser devastadoras, não apenas em termos financeiros, mas também no que diz respeito à reputação e confiança do cliente.



Portanto, encorajamos todas as organizações a revisarem e aprimorarem suas práticas de segurança, utilizando as dicas fornecidas como um guia inicial. Ao se preparar para os desafios de 2025 e além, lembre-se de que a segurança em TI é um processo contínuo que exige vigilância, adaptação e, acima de tudo, um compromisso com a excelência operacional e a proteção de dados.


Por Helena Motta 2 de setembro de 2026
Quando pensamos em ransomware, ainda é comum imaginar um hacker trabalhando sozinho, desenvolvendo um malware e procurando uma empresa vulnerável para atacar. Porém, essa imagem está cada vez mais distante da realidade. Hoje, muitas operações de ransomware fazem parte de um ecossistema estruturado, com desenvolvedores, operadores, afiliados, fornecedores de acesso, infraestrutura própria e modelos de divisão de receita. A Fortinet descreve essa evolução como uma industrialização do cibercrime , marcada por especialização de funções, automação e estruturas capazes de transformar acessos comprometidos em lucro de forma cada vez mais eficiente. Um dos principais responsáveis por essa transformação é o Ransomware-as-a-Service (RaaS) . Mais do que uma nova maneira de distribuir malware, o RaaS criou um modelo no qual diferentes criminosos podem participar de partes específicas de uma operação sem precisar dominar todo o processo de ataque.
Por Helena Motta 5 de agosto de 2026
A discussão recente sobre inteligência artificial e cibersegurança esteve concentrada por muito tempo em uma pergunta: a IA será capaz de realizar um ataque cibernético? O episódio envolvendo a OpenAI e a Hugging Face mostra que essa pergunta já não é suficiente. Em julho de 2026, a OpenAI informou que agentes de inteligência artificial utilizados em uma avaliação interna conseguiram explorar vulnerabilidades, sair de um ambiente de testes isolado, obter acesso à internet e comprometer parte da infraestrutura da Hugging Face. A própria empresa classificou o caso como um incidente cibernético sem precedentes. A própria OpenAI classificou o episódio como um  incidente cibernético sem precedentes , expressão que também ganhou destaque na cobertura da UOL/AFP sobre o caso. O caso não significa que uma IA tenha desenvolvido consciência, intenção própria ou vontade de atacar uma organização. Os agentes estavam orientados a alcançar um objetivo definido durante um teste de capacidade cibernética. O problema é que, para cumprir essa tarefa, encontraram caminhos que ultrapassaram os limites esperados pelos pesquisadores. Essa diferença é importante. O risco não está em uma máquina “decidir se rebelar”, como algumas interpretações sugerem. Está na capacidade de sistemas autônomos encontrarem meios inesperados para atingir uma meta, especialmente quando possuem acesso a ferramentas, credenciais, ambientes corporativos e recursos computacionais. Para as empresas, o incidente deixa dois alertas. O primeiro está relacionado ao avanço do pentest com inteligência artificial. O segundo envolve a governança dos agentes de IA que já começam a fazer parte das operações corporativas. O episódio também ganhou repercussão internacional por mostrar que capacidades antes observadas principalmente em avaliações controladas já podem produzir consequências em infraestruturas reais. A cobertura da BBC News Brasil sobre o incidente ajuda a contextualizar por que o caso ampliou o debate sobre autonomia, limites operacionais e governança de agentes de IA.
Por Helena Motta 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
Observabilidade em APIs: o que monitorar para evitar falhas e ataques
Por Helena Motta 17 de março de 2026
As APIs deixaram de ser meros conectores entre sistemas para se tornarem componentes centrais das operações digitais modernas . Elas permitem que aplicações, serviços em nuvem e microserviços funcionem de forma integrada, sustentando desde transações financeiras até plataformas de consumo de dados em larga escala. Com essa importância, surge também um novo nível de exposição: falhas silenciosas ou ataques direcionados podem comprometer sistemas inteiros se não houver monitoramento adequado. A observabilidade em APIs surge como uma estratégia essencial para evitar falhas operacionais e reduzir riscos de segurança . Diferente do monitoramento tradicional, que se limita a acompanhar métricas pré-definidas, a observabilidade busca entender o estado interno do sistema a partir dos dados que ele gera, permitindo diagnósticos mais precisos e respostas mais rápidas.
Por Helena Motta 4 de março de 2026
A computação em nuvem deixou de ser apenas uma escolha tecnológica para se tornar a base operacional de muitas organizações. Aplicações críticas, bases de dados sensíveis e processos estratégicos hoje dependem de ambientes IaaS, PaaS e SaaS altamente distribuídos. Esse movimento ampliou a agilidade dos negócios, mas também expandiu significativamente a superfície de ataque. Em paralelo, relatórios recentes de grandes players como a Crowdstrike mostram que adversários estão cada vez mais focados em explorar ambientes cloud, especialmente por meio de credenciais comprometidas e falhas de configuração. Diante desse cenário, maturidade em Cloud Security passa a ser um tema estratégico. Não se trata apenas de possuir ferramentas de segurança, mas de entender o nível real de preparo da organização para prevenir, detectar e responder a ameaças em um ambiente dinâmico e descentralizado.
Por Helena Motta 25 de fevereiro de 2026
Por que dispositivos móveis viraram alvos estratégicos