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Cibersegurança na área da saúde

Joanna Magalhães
4 de junho de 2024

Durante pandemia do Covid-19, vimos notícias de diversos casos problemas relacionados à cibersegurança nos hospitais públicos e órgãos do setor, e podemos perceber que ele vem se tornando mundialmente um dos principais alvos dos cibercriminosos, sofrente inúmeros ataques, vazamentos e fraudes.


No artigo de hoje, vamos entender os principais desafios para segurança da informação no setor da saúde, a importância do investimento, soluções são importantes para o setor.

Importância de investir em sistemas de segurança no Setor da Saúde

É algo muito normal que toda vez que vamos em um hospital ou fazer um exame em algum laboratório, preenchemos uma fixa com nossas informações. Esse costume tornou o setor da saúde um grande coletor de dados pessoais de seus pacientes, normalmente considerados “dados sensíveis”. Esses dados são armazenados dentro dos servidores dessas instituições, junto com a ficha dos procedimentos realizados e atualizados pela equipe do hospital.


Segundo uma pesquisa realizada pela CheckPoint Research no final de 2020, tivemos um aumento de 66% nos aumentos a ataques ao setor da saúde.  Infelizmente, isso acontece devido a defasagem de equipamento e a falta da implementação de planos e estratégias voltados para a segurança da informação. Em destaque, a área apresenta falta de soluções voltadas para o combate de ataques, fraudes e incidentes relacionados a cibersegurança. Como um reflexo disso, segundo o levantamento feito pela Statista em 2021, o número de casos de ataques dentro do setor de saúde passou os setores finanças e administração. 

Principais desafios para segurança da informação no setor da saúde

Por mais que a LGPD e especialistas destaquem a importância da implementação de aplicações de segurança na área durante o processo de digitalização dos processos da saúde – como o armazenamento digital de fichas e exames dos pacientes – muitas empresas dão passos de formiga para realizar esse tipo de investimento, possuindo equipamentos antigos, desatualizados e falta de treinamento da equipe. Em especial, os equipamentos de diagnostico de imagem, que possuem uma vida útil longa.


Além desses fatores, a interconexão de sistemas e a cobertura que a mídia costuma fazer aumentam oportunidades para um ataque. Os atacantes consideram que a exposição midiática aumenta a pressão sobre as companhias do setor, comprometendo a imagem e a sensação de segurança que os pacientes e clientes possuem com a empresa. A pressão e o prejuízo na imagem forçam as empresas que tiveram seus dados roubados a cederem as chantagens e pedidos de resgates de forma mais rápido.


Normalmente, os ataques são realizados através de tentativas de fraudes, phishing e vulnerabilidades no setor que ficaram mais visíveis graças a adoção do trabalho remoto, em especial nas áreas de pesquisa e desenvolvimento de medicamento.


Alguns desafios para esse setor são:

  • Falta de conscientização e treinamento: Funcionários e profissionais de saúde podem não estar totalmente conscientes das ameaças cibernéticas e das práticas seguras de segurança da informação.
  • Ampliação da superfície de ataque: Com a digitalização dos registros médicos e o aumento dos dispositivos conectados, como dispositivos médicos IoT, a superfície de ataque aumentou, proporcionando mais oportunidades para invasores.
  • Custos de Implementação: A implementação de soluções de cibersegurança pode ser cara, especialmente para organizações de saúde com orçamentos limitados.
  • Vulnerabilidades em dispositivos médicos: Dispositivos médicos conectados à rede podem apresentar vulnerabilidades de segurança, tornando-os alvos potenciais para invasores.
  • Desafios de interoperabilidade: Integrar diferentes sistemas e dispositivos de TI de forma segura pode ser complexo, criando desafios adicionais de segurança.

Soluções de segurança da informação importantes para o setor

Como o crescimento dos ataques, é importante ter as ferramentas corretas para proteger e prevenir ameaças. Essas são algumas soluções recomendadas:


  • Segmentação de Rede: Dividir a rede em segmentos separados para reduzir o impacto de um possível ataque e limitar o acesso a áreas críticas.
  • Soluções de Detecção e Resposta de Endpoint (EDR): Monitorar e responder a atividades suspeitas nos dispositivos finais para proteger contra ameaças avançadas.
  • Soluções de Prevenção de Perda de Dados (DLP): Identificar, monitorar e proteger dados confidenciais para evitar vazamentos de informações.
  • Autenticação Multifatorial (MFA): Requerer múltiplos métodos de autenticação para acessar sistemas, tornando mais difícil para os invasores obter acesso não autorizado.
  • Soluções de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM): Controlar e gerenciar as identidades e os acessos dos usuários, garantindo que apenas usuários autorizados tenham acesso aos dados.
  • Análise Comportamental de Usuários (UBA): Monitorar e analisar o comportamento dos usuários para detectar atividades anômalas que possam indicar um comprometimento de segurança.
  • Backup e Recuperação de Dados: Realizar backups regulares dos dados críticos e implementar planos de recuperação de desastres para garantir a disponibilidade dos dados em caso de perda ou corrupção.
  • Segurança em Dispositivos Médicos Conectados (IoMT): Proteger dispositivos médicos conectados à rede contra ataques, garantindo a integridade e a segurança dos dados e do paciente.
  • Conformidade e Auditoria: Garantir que as práticas de segurança atendam aos requisitos regulatórios e realizar auditorias regulares para verificar a conformidade.

Conclusão

O setor da saúde vem se tornando um alvo cada vez maior de ataques cibernéticos, sendo atualmente o principal alvo. Isso é derivado do grande número de dados confidenciais que esse setor historicamente guarda, como dados pessoal, exames e detalhes de plano de saúde. Além disso, é comum encontrar equipamentos defasados e empresas ou hospitais que creem que investir em segurança é algo caro, o que abre margem para criminosos se aproveitarem. Se quer saber mais sobre soluções de segurança da informação para o setor da saúde, fale com um dos especialistas da Contacta.


Por Helena Motta • 21 de outubro de 2026
Em 1988, quando a Contacta foi fundada, a tecnologia corporativa tinha endereço certo. Ficava em salas climatizadas, atrás de portas com controle de acesso, e os usuários chegavam a ela por terminais e redes que a própria empresa controlava de ponta a ponta. Proteger um sistema era, em boa medida, proteger o lugar onde ele estava. Quase quatro décadas depois, essa imagem parece de outra era. Os sistemas que sustentam uma organização estão espalhados entre data centers próprios, provedores de nuvem e aplicações contratadas como serviço. São acessados de escritórios, de casas, de aeroportos, por telefones e computadores que ninguém na área de TI viu pessoalmente. Quase tudo mudou, do hardware às linguagens e da forma de contratar à forma de operar. Acompanhar essa sequência de transformações nos deixou menos impressionados com a novidade e mais atentos ao que se repete. Cada geração de tecnologia chegou com uma promessa de simplificação, e em cada uma delas o trabalho difícil acabou sendo o mesmo: entender o que uma organização precisa, conectar as ferramentas disponíveis a esse propósito e garantir que as pessoas consigam, de fato, trabalhar com elas. Nossa missão sempre foi conectar pessoas por meio da tecnologia. Ela dá a medida do que a tecnologia deve entregar, mais do que o que ela é.
Por Helena Motta • 7 de outubro de 2026
O usuário é o alvo preferido dos atacantes, mas chamá-lo de elo mais fraco esconde metade do problema. Quando alguém clica em um link malicioso, quase sempre também houve um e-mail que passou pelo filtro, uma conta sem segundo fator de autenticação ou um acesso com mais privilégio do que o necessário. Outubro é o mês da campanha Cybersecurity Awareness Month, e a data é uma boa ocasião para rever essa pergunta com mais honestidade.
Por Helena Motta • 16 de setembro de 2026
Uma aplicação SaaS pode estar homologada pela empresa, ter autenticação multifator habilitada, usuários devidamente cadastrados e um fornecedor com boas práticas de segurança. Ainda assim, pode existir um caminho para dados críticos que a equipe de segurança simplesmente não está enxergando. Esse caminho pode ter começado de maneira bastante legítima: alguém conectou uma ferramenta ao CRM para automatizar uma tarefa. Outro time autorizou um aplicativo a acessar arquivos corporativos. Uma integração via API foi criada para um projeto que terminou meses atrás. Uma conta de serviço ganhou permissões temporárias que nunca foram removidas. Nada disso parece particularmente alarmante quando observado isoladamente, o problema aparece quando essas conexões se acumulam. O SaaS tornou mais simples contratar aplicações, integrar plataformas e automatizar processos. Essa agilidade é uma das razões de sua adoção, mas também fragmentou a superfície que TI e Segurança precisam acompanhar. Hoje, proteger o ambiente não significa apenas saber quais aplicações a empresa utiliza. É necessário entender como elas se conectam, quais dados circulam entre elas e o que cada conexão está autorizada a fazer .
Por Helena Motta • 2 de setembro de 2026
Quando pensamos em ransomware, ainda é comum imaginar um hacker trabalhando sozinho, desenvolvendo um malware e procurando uma empresa vulnerável para atacar. Porém, essa imagem está cada vez mais distante da realidade. Hoje, muitas operações de ransomware fazem parte de um ecossistema estruturado, com desenvolvedores, operadores, afiliados, fornecedores de acesso, infraestrutura própria e modelos de divisão de receita. A Fortinet descreve essa evolução como uma industrialização do cibercrime , marcada por especialização de funções, automação e estruturas capazes de transformar acessos comprometidos em lucro de forma cada vez mais eficiente. Um dos principais responsáveis por essa transformação é o Ransomware-as-a-Service (RaaS) . Mais do que uma nova maneira de distribuir malware, o RaaS criou um modelo no qual diferentes criminosos podem participar de partes específicas de uma operação sem precisar dominar todo o processo de ataque.
Por Helena Motta • 5 de agosto de 2026
A discussão recente sobre inteligência artificial e cibersegurança esteve concentrada por muito tempo em uma pergunta: a IA será capaz de realizar um ataque cibernético? O episódio envolvendo a OpenAI e a Hugging Face mostra que essa pergunta já não é suficiente. Em julho de 2026, a OpenAI informou que agentes de inteligência artificial utilizados em uma avaliação interna conseguiram explorar vulnerabilidades, sair de um ambiente de testes isolado, obter acesso à internet e comprometer parte da infraestrutura da Hugging Face. A própria empresa classificou o caso como um incidente cibernético sem precedentes. A própria OpenAI classificou o episódio como um  incidente cibernético sem precedentes , expressão que também ganhou destaque na cobertura da UOL/AFP sobre o caso. O caso não significa que uma IA tenha desenvolvido consciência, intenção própria ou vontade de atacar uma organização. Os agentes estavam orientados a alcançar um objetivo definido durante um teste de capacidade cibernética. O problema é que, para cumprir essa tarefa, encontraram caminhos que ultrapassaram os limites esperados pelos pesquisadores. Essa diferença é importante. O risco não está em uma máquina “decidir se rebelar”, como algumas interpretações sugerem. Está na capacidade de sistemas autônomos encontrarem meios inesperados para atingir uma meta, especialmente quando possuem acesso a ferramentas, credenciais, ambientes corporativos e recursos computacionais. Para as empresas, o incidente deixa dois alertas. O primeiro está relacionado ao avanço do pentest com inteligência artificial. O segundo envolve a governança dos agentes de IA que já começam a fazer parte das operações corporativas. O episódio também ganhou repercussão internacional por mostrar que capacidades antes observadas principalmente em avaliações controladas já podem produzir consequências em infraestruturas reais. A cobertura da BBC News Brasil sobre o incidente ajuda a contextualizar por que o caso ampliou o debate sobre autonomia, limites operacionais e governança de agentes de IA.
Por Helena Motta • 1 de julho de 2026
Durante muito tempo, a gestão de vulnerabilidades seguiu uma lógica relativamente simples: identificar falhas, classificá-las por criticidade e iniciar a correção a partir das mais graves. Essa abordagem ainda tem valor, mas já não responde sozinha à complexidade do cenário atual. Hoje, as empresas lidam com ambientes cada vez mais distribuídos, ativos em nuvem, sistemas legados, aplicações de terceiros, APIs, bibliotecas open sourc e e uma superfície de ataque em constante expansão. Em paralelo, atacantes passaram a explorar falhas com mais velocidade, enquanto as equipes de segurança precisam lidar com volumes cada vez maiores de alertas, correções e decisões. Esse cenário torna a gestão de vulnerabilidades menos linear. A criticidade continua sendo um indicador importante, mas não deve ser o único critério para definir prioridade. Em muitos casos, uma vulnerabilidade considerada média pode representar mais risco para o negócio do que uma falha crítica, dependendo de onde ela está, do ativo afetado e da possibilidade real de exploração.
Por Helena Motta • 16 de junho de 2026
Seja na automação de tarefas, na análise de dados, no desenvolvimento de software ou no atendimento ao cliente, a adoção das ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa cresce em um ritmo que poucas tecnologias conseguiram alcançar. O problema é que a velocidade da adoção nem sempre vem acompanhada da mesma maturidade em segurança. Enquanto as organizações buscam ganhos de produtividade e eficiência, novas preocupações surgem. Informações confidenciais sendo inseridas em ferramentas públicas, falta de visibilidade sobre o uso da tecnologia, vulnerabilidades em aplicações baseadas em IA e desafios de governança são apenas alguns exemplos. Durante o webinar "Cibersegurança aplicada à adoção de IA pelas empresas", realizado pela Contacta em parceria com a Check Point, foi apresentado um modelo que ajuda a entender onde estão os principais riscos e como criar uma estratégia de proteção mais abrangente.  A proposta é simples: segurança em IA não deve ser tratada como um único controle ou ferramenta. Ela precisa acompanhar toda a jornada da inteligência artificial dentro da organização.
Por Helena Motta • 20 de maio de 2026
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito à inovação ou a projetos experimentais. Hoje, ela já está presente na rotina de muitas empresas, apoiando atividades como análise de dados, automação de processos, produtividade, atendimento e segurança. Na prática, isso significa que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a influenciar decisões operacionais e estratégicas. Em áreas de segurança, por exemplo, ela já é utilizada para correlacionar eventos, identificar comportamentos anômalos, acelerar triagens e ajudar equipes a priorizarem riscos. Esse avanço traz ganhos importantes de escala e velocidade. Mas, ao mesmo tempo, amplia uma discussão que se tornou cada vez mais relevante para áreas de TI, segurança e governança: até que ponto decisões críticas podem ser automatizadas sem supervisão humana? À medida que a IA passa a atuar em processos mais sensíveis, a questão deixa de ser apenas adoção. Ela passa a envolver controle, contexto e responsabilidade. É nesse cenário que o conceito de Human in the Loop (HITL) ganha relevância.
Por Helena Motta • 28 de abril de 2026
Você tem firewall . Tem antivírus. Tem SIEM . Sente que sua empresa está protegida, mas essa sensação pode ser exatamente o maior risco que você corre hoje. Existe um protocolo que opera silenciosamente em 100% dos dispositivos da sua rede, que raramente é inspecionado em profundidade pelas soluções de segurança convencionais, e que está sendo explorado ativamente por atacantes para roubar dados, instalar malware e estabelecer canais de controle remoto. Esse protocolo é o DNS (Domain Name System) . Neste artigo, vamos mostrar por que o DNS se tornou o novo campo de batalha da cibersegurança, quais ameaças ele esconde e o que os dados reais de empresas brasileiras revelam sobre esse problema.
Por Helena Motta • 2 de abril de 2026
O aumento gradual da superfície de ataque, impulsionado pela adoção de cloud , APIs e ambientes híbridos, mudou a forma como as organizações precisam lidar com segurança. Não basta mais reagir a incidentes: é necessário antecipar movimentos de adversários e entender como eles operam. É nesse contexto que a Threat Intelligence ganha relevância. Mais do que coletar dados sobre ataques, trata-se de transformar informações em decisões estratégicas e operacionais. Empresas que adotam essa abordagem conseguem reduzir o tempo de resposta, priorizar melhor seus investimentos e evitar impactos significativos no negócio. Segundo a Recorded Future , o uso de Threat Intelligence permite “identificar, contextualizar e antecipar ameaças antes que elas impactem a organização”, tornando a segurança mais orientada por dados reais de ataque.
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