Layout do blog

LGPD na prática: como proteger seus dados corporativos

Bruna Gomes
5 de julho de 2022

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) levou a segurança da informação para outro nível e as empresas precisam descobrir como proteger os dados pessoais com os quais ela lida. Em resumo, o objetivo da lei é assegurar o direito à privacidade e à proteção de dados pessoais dos usuários e com isso, determina que as organizações adotem medidas de segurança, técnicas e administrativas, adequadas a proteger os dados pessoais. 

 

Ou seja, para se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados é preciso seguir uma série de medidas, que variam de acordo com as especificidades de cada organização. No artigo de hoje, vamos te ajudar a entender o que é LGPD, os riscos que existem em relação à dados e como proteger seus dados corporativos para se adequar às medidas de proteção que a lei exige. Continue a leitura!

Você vai ler sobre:

O que é a LGPD?

Antes da LGPD, dados que deveriam ser confidenciais eram comercializados ou usados para outros fins sem a autorização do usuário. Com isso, percebe-se a necessidade de regulamentação de dados pessoais. A Lei Geral de Proteção de Dados estabelece princípios, direitos e deveres para o tratamento de dados de pessoas físicas ou jurídicas, seja no meio físico ou digital.

 

Com a LGPD, a segurança da informação passou a ser um requisito necessário para as empresas, que devem proteger os direitos de liberdade e privacidade dos indivíduos, cumprindo as regras sobre a coleta, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais. A Lei ainda estabelece que os sistemas utilizados para o tratamento de dados pessoais devem ser estruturados para atender aos requisitos de segurança, aos padrões de boas práticas e de governança e aos princípios gerais previstos na Lei.

 

Na prática, para estar em conformidade com a LGPD, as organizações devem encontrar soluções que visem garantir a segurança dos dados pessoais. Sendo assim, as empresas que não saibam lidar com cibersegurança ou não possuam soluções de segurança que visam proteger e evitar o vazamento de dados terão problemas relacionados ao descumprimento da Lei e poderão receber multas com valores bem altos.

Quais são os riscos em relação à dados?

Hoje em dia, com o avanço da tecnologia e a transformação digital, os ataques de cibercriminosos estão se aperfeiçoando e as empresas precisam lidar com os diversos riscos que podem afetar a sua segurança da informação. Existem alguns riscos principais para a sua empresa, que envolvem a LGDP e você precisa estar atento:

  • Acesso indevido a dados pessoais:


Esse é um dos maiores riscos para as empresas atualmente. O acesso indevido a dados não autorizados pode gerar vazamento ou alteração de informações, pode ocorrer devido a uma ameaça externa, ou até mesmo interna. A LGPD trata bem esse ponto quando determina que apenas pessoas autorizadas devem ter acesso aos dados pessoais de terceiros. Por isso, adotar soluções de cibersegurança é essencial.

  • Perda de dados pessoais:


Além de ataque de hackers, é muito comum ocorrer perdas de dados quando há mudanças ou atualizações no sistema e na infraestrutura da organização. A LGPD define que em situações como essa, a empresa deve comunicar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), caso haja riscos para os titulares dos dados. E para evitar esse problema, é importante contar com o backup de arquivos.

  • Vazamento de dados:


Essa é uma das maiores preocupações atualmente, pois costuma afetar também a reputação da marca. O vazamento de dados é um dos riscos mais comuns e podem ocorrer de diversas formas, seja um golpe criminoso ou até mesmo falha humana. É preciso ter cuidado com a exposição inadequada de informações confidenciais e também com as pessoas que possuem acesso a elas. 

  • Armazenamento incorreto:


Esse é um problema bem recorrente, pois a maioria das empresas não possuem uma política clara e não instrui seus colaboradores sobre como armazenar os dados. Armazenar dados incorretamente deixa as credenciais e os dados pessoais mais vulneráveis a roubo e representa um grande risco em relação às determinações da LGPD. As empresas precisam utilizar soluções de armazenamento adequadas e que se encaixem no seu modelo de negócio.

Como proteger seus dados e se adequar a LGPD?

Adequar-se à Lei Geral de Proteção de Dados pode parecer complicado. Mas, existem algumas boas práticas de proteção de dados e privacidade que você pode seguir para facilitar esse processo. Pensando nisso, separamos algumas orientações que você pode seguir para proteger seus dados corporativos e se adequar a LDGP, confira:

  • Invista em Segurança da Informação


Investir em segurança da informação, além de ser uma boa prática, é um requisito de conformidade da LGPD. A Lei determina que devem ser adotados medidas para proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas que violem as informações confidenciais. Sua organização deve contar com soluções que de fato protejam os dados pessoais e corporativos e evitem os riscos eminentes. 

  • Elabore um Plano de Segurança da Informação:


Um dos meios de fortalecer a segurança da sua organização é através de um plano de segurança da informação. Ele reúne todas as normas e diretrizes que buscam proteger e regular o uso de informações confidenciais da empresa. O objetivo é garantir que todos os dados permaneçam confidenciais e visualizados apenas por pessoas autorizadas. Além disso, esse planejamento contribui para que seu negócio esteja adequado com a LGPD.

  • Atenda os direitos dos titulares de dados:

  • Atenda os direitos dos titulares de dados:


A LGPD estabelece também os direitos que os titulares dos dados possuem e eles podem cobrar esses direitos diretamente com o controlador. Com isso, é importante que as organizações tenham um canal de comunicação para esse processo e padronizem suas respostas de acordo com o tipo de solicitação. Esse processo também deve se preocupar com a confirmação da identidade do titular, para evitar incidentes. 

  • Treine e conscientize os colaboradores


É indispensável para a organização oferecer treinamentos aos colaboradores sobre a proteção de dados pessoais. Dessa forma, todos estarão conscientes sobre a imposições da LGPD e o papel que cada um possui nesse processo, podendo ajudar na proteção das informações da empresa. Isso reduz os riscos de incidentes de segurança e garante que a organização esteja em conformidade com a Lei.

  • Crie um protocolo de resposta a incidentes


É necessário que sua empresa esteja preparada para lidar com os incidentes de segurança que envolvem dados pessoais. Para isso, a criação de um protocolo de resposta a incidentes é imprescindível, pois assim, você é capaz de responder rapidamente, sabendo os passos que deve seguir e como agir em cada situação. Vale ressaltar que essas respostas devem ser baseadas nas determinações da LGPD.

O processo de proteção de dados e de adequação à LGPD exige cuidado e atenção. Nós da Contacta, neste artigo falamos apenas dos pontos relacionados à cibersegurança, porém o tema envolve todas as áreas da empresa. Para garantir que ele seja executado corretamente, você pode contar com a consultoria especializada da Contacta. Nossa equipe te auxilia na avaliação e busca por melhorias de segurança que irão reforçar a proteção dos seus dados corporativos. Fale com um de nossos especialistas!


Por Helena Motta 25 de fevereiro de 2026
Por que dispositivos móveis viraram alvos estratégicos
Por Helena Motta 11 de fevereiro de 2026
Durante muito tempo, segurança de rede foi praticamente sinônimo de proteger o perímetro. Bastava ter um bom firewall na entrada e organizar os ativos internos por zonas relativamente estáticas. Esse modelo funcionava bem quando aplicações estavam concentradas em data centers próprios, usuários trabalhavam majoritariamente dentro da empresa e os fluxos de comunicação eram previsíveis. Esse cenário mudou radicalmente. Hoje, a maioria das organizações opera em ambientes híbridos, multi-cloud, com workloads distribuídos, colaboradores remotos, APIs expostas e integrações constantes com terceiros. Nesse contexto, ataques modernos deixaram de focar apenas no ponto inicial de invasão e passaram a explorar, de forma sistemática, a movimentação lateral dentro das redes. Esse padrão é amplamente documentado em relatórios de ameaças da CrowdStrike, no Verizon Data Breach Investigations Report e no framework MITRE ATT&CK, todos reconhecidos como referências na área. É justamente nesse ponto que segmentação e microsegmentação deixam de ser apenas boas práticas técnicas e passam a ser elementos estratégicos da arquitetura de segurança.
Por Helena Motta 28 de janeiro de 2026
A nuvem se consolidou como base da infraestrutura digital moderna. Aplicações críticas, dados sensíveis e processos centrais de negócio estão cada vez mais distribuídos entre provedores de cloud, ambientes SaaS e data centers locais. Esse modelo trouxe escalabilidade, velocidade e redução de custos, mas também expandiu de forma significativa a superfície de ataque. Com o crescimento de ambientes híbridos e multicloud, a complexidade operacional aumentou. Empresas passaram a lidar simultaneamente com diferentes arquiteturas, modelos de segurança, políticas de acesso e mecanismos de monitoramento. Nesse contexto, surge uma percepção equivocada: a de que “a nuvem é segura por padrão”. Embora provedores ofereçam infraestrutura robusta, a responsabilidade pela proteção de dados, acessos, configurações e aplicações continua sendo da organização. O resultado é um aumento dos riscos operacionais e de segurança. Atacantes exploram lacunas entre ambientes, erros de configuração e identidades mal gerenciadas. A nuvem, longe de ser apenas um recurso tecnológico, torna-se um novo campo estratégico de defesa cibernética.
Os novos padrões de MFA em 2026: o que realmente funciona contra ataques avançados
Por Helena Motta 13 de janeiro de 2026
D urante anos, a autenticação multifator (MFA) foi tratada como o “antídoto definitivo” contra ataques baseados em credenciais. Implementar um segundo fator parecia suficiente para reduzir drasticamente o risco de invasões. Em 2026, essa lógica já não se sustenta sozinha. O avanço dos ataques baseados em identidade mostrou que nem todo MFA oferece o mesmo nível de proteção e, em alguns casos, pode até criar uma falsa sensação de segurança. Hoje, a pergunta central não é mais “sua empresa usa MFA?”, mas sim: que tipo de MFA está sendo utilizado e se ele é capaz de resistir a ataques avançados, automatizados e orientados por engenharia social. O mercado caminha para padrões mais inteligentes, adaptativos e resistentes a phishing, alinhados a estratégias de Zero Trust e proteção contínua de identidade.
Tendências de cibersegurança para 2026: o que muda na prática para as organizações
Por Helena Motta 19 de dezembro de 2025
A cibersegurança entrou em um novo momento. Se nos últimos anos o foco esteve em acompanhar a digitalização acelerada e o crescimento da nuvem, o cenário que se desenha para 2026 é mais estrutural: tecnologias avançando em ritmo exponencial, ataques cada vez mais automatizados e uma pressão crescente por maturidade, resiliência e governança. De acordo com análises recentes publicadas por veículos especializados e relatórios globais de segurança, o desafio deixa de ser apenas “proteger sistemas” e passa a envolver a capacidade das organizações de integrar segurança à estratégia do negócio, com visão de longo prazo. No artigo de hoje, reunimos as principais tendências que devem definir a cibersegurança em 2026, com base em relatórios de mercado, fabricantes e especialistas do setor.
IA como usuário: o futuro da identidade digital e o desafio da autenticação autônoma
Por Helena Motta 3 de dezembro de 2025
A A presença de agentes inteligentes em sistemas corporativos já saiu do campo da experimentação e entrou na rotina operacional. Bots que reservam salas, agentes que sincronizam dados entre serviços, e assistentes que executam ações em nome de equipes são exemplos de um fenômeno que exige repensar o que entendemos por identidade digital. Quando uma inteligência artificial age como um usuário, quais são as garantias mínimas de quem ela é, do que pode fazer e de como suas ações serão rastreadas? Este artigo explora esse novo cenário, os limites dos modelos atuais de autenticação e caminhos práticos para a transição a um modelo de identidade que suporte agentes autônomos de forma segura e auditável.
Infraestrutura de pagamentos: o que não pode falhar na Black Friday
Por Bruna Gomes 19 de novembro de 2025
A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes para o varejo digital, impulsionando picos de acesso e volumes de transações muito acima da média ao longo de poucas horas. Para as empresas, esse é um momento decisivo: além da oportunidade comercial, há também um aumento significativo da pressão sobre toda a estrutura tecnológica que sustenta a jornada de compra. Entre todos os componentes da operação, a infraestrutura de pagamentos é uma das partes mais sensíveis e a que mais impacta diretamente o faturamento. Diante desse cenário, preparar a infraestrutura de pagamentos é essencial para manter a operação estável, garantir altas taxas de aprovação e proteger a continuidade do negócio.  Neste artigo, exploramos os principais riscos, os gargalos mais comuns e as práticas fundamentais para enfrentar a Black Friday com segurança e eficiência. Continue a leitura!
Entenda o impacto do uso de IA generativa em ataques cibernéticos
Por Helena Motta 4 de novembro de 2025
Neste artigo explicaremos como a IA generativa está sendo usada em ataques cibernéticos, quais são os impactos para as organizações e quais medidas práticas podem ser adotadas para mitigar esses riscos.
Usuário não-humano: o desafio da identidade digital para sistemas
Por Bruna Gomes 22 de outubro de 2025
Neste artigo, vamos entender o que são usuários não humanos, por que eles representam um desafio para a segurança digital e o que sua empresa pode (e deve) fazer para gerenciar essas identidades com mais controle, visibilidade e proteção.
O que a nova estratégia nacional de cibersegurança significa para empresas brasileiras
Por Helena Motta 7 de outubro de 2025
Nesse artigo vamos compreender como as principais decisões estabelecidas na Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) impactam as empresas brasileiras.
Share by: